
A Sociedade Internacional de Aids (IAS) anunciou dois novos casos de possível cura do HIV, o que leva a remissão do vírus de 11 para 13 curados no mundo, segundo levantamento da instituição. Os dois pacientes interromperam o uso de medicamentos antirretrovirais e seguem sem carga viral detectável conforme anunciado na abertura da 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, no Rio de Janeiro, na última segunda (27).
A informação foi antecipada pelo imunologista Christian Gaebler, da Charité Universitätsmedizin Berlin, durante a pré-conferência HIV Cure Without Borders: Science, Community and the Latin America and Caribbean Perspective. “O paciente Ascent será o número 12 e, depois, o paciente de Kansas City será o número 13”, afirmou Gaebler, classificando os resultados como “realmente fascinantes”.
Um deles está há 14 meses sem tratamento, enquanto o outro completou 12 meses sem o uso dos medicamentos. Ambos passaram por transplantes de medula óssea com doadores portadores da mutação genética CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do HIV nas células.
O primeiro paciente, de 21 anos, foi diagnosticado com HIV e leucemia em 2018 e recebeu um transplante de medula em 2020. Após a suspensão dos antirretrovirais, exames continuaram sem detectar o vírus ou células capazes de reiniciar a infecção. O segundo paciente também recebeu um transplante de medula de um doador com a mesma mutação genética e permaneceu com o HIV indetectável um ano após interromper o tratamento, embora tenha apresentado reativação da hepatite B.
O Ministério da Saúde orienta que a prevenção ao HIV inclui o uso de preservativos, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e Pré-Exposição (PrEP). O tratamento é realizado com medicamentos antirretrovirais distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Por Emmanuela Leite / clickpb
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