
A partir de hoje, os quase 1.300 professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) cruzam os braços e os mais de 20 mil alunos da instituição ficam sem aulas por tempo indeterminado. A greve foi aprovada em assembleia da Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB) na última quinta-feira.
Com a decisão, cerca de 18 mil alunos vão ficar sem aulas. Muitos deles terão, inclusive, a conclusão de curso prejudicada.
A categoria pede, além de outras reinvindicações, a reposição salarial de 23,61%. De acordo com o presidente da ADUEPB, Nelson Junior, os docentes não estão tendo seu trabalho valorizado há algum tempo. “São três anos sem reposição salarial, dois anos de congelamento das progressões funcionais e ainda se fala em demitir professores. Queremos garantir que não teremos demissão em massa de professores substitutos e que teremos a valorização que merecemos”, afirmou.
A paralisação ainda tem como objetivo protestar contra os cortes no orçamento feitos este ano, que totalizam R$ 27 milhões. A Lei Orçamentária Anual do Estado havia aprovado R$ 317 milhões, mas o repasse foi de R$ 290 milhões.
“Estamos lutando também pelos alunos. Queremos a garantia das vagas para todos os estudantes que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), porque existe o risco de não termos a segunda entrada, 2700 alunos ficariam de fora da UEPB. Além disso, os problemas de infraestrutura em Guarabira, João Pessoa e Patos são vistos por todos e tudo isso significa pra gente que pode acontecer fechamentos de campi”, declarou. A última greve a universidade aconteceu em 2015, quando os professores pararam de trabalhar por cinco meses.
PB Agora