
O presidente da Agência Executiva de Gestão da Água da Paraíba (Aesa) disse nesta quinta-feira (13) que as águas de transposição do rio São Francisco não vão chegar ao açude de Boqueirão, principal reservatório que abastece Campina Grande e outras 18 cidades no entorno.
De acordo com João Fernandes, ontem às 17h, as águas estavam a 17,6 km do miramar, porta de entrada para o açude Boqueirão. "É um trecho onde diminui a correnteza devido a menor inclinação”. Além disso, acrescenta Fernandes, terá que encher todos os açudes, lagos e barreiros para sangrar para o Rio Paraíba. “Isso toma tempo", declarou.
De acordo com o presidente da Aesa técnicos do órgão estão no entroncamento de Taperoá e Rio Paraíba estão retirando alguns obstáculos, a exemplo de bancos de areias, para apressar o encontro das águas da transposição com o Boqueirão.
A vazão da água do rio São Francisco na divisa entre Paraíba e Pernambuco, no Cariri paraibano, continua oscilando. Na terça-feira passada, a medição feita pelos técnicos da Aesa no Portal das Águas, no município de Monteiro, registrou 7.450 litros por segundo, mas ontem (11) era cerca de 5.800 mil litros por segundo.
O Ministério da Integração havia previsto que as águas da transposição chegariam a Boqueirão na quarta-feira e convidou, através de vídeo divulgados na redes sociais, a população paraibana para celebrar a chegada das águas do Rio São Francisco à Campina Grande. Não deu. Hélder Barbalho adiou para hoje de tarde sua visita à Paraíba para celebrar a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco (Eixo Leste) ao açude Boqueirão.
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