
Na manhã desta terça-feira, dia 20, por volta das 11h00, os catadores de material reciclável que vivem no lixão da cidade de Patos fizeram um protesto após descobrirem que alguns garis estavam fazendo coleta de material reciclável durante a coleta de lixo na cidade.
Os catadores fizeram uma barricada na entrada da estrada de acesso ao lixão e impediram o tráfego de caminhões da empresa Conserv, que presta serviço de coleta e varrição de lixo para a Prefeitura Municipal de Patos. Os catadores flagraram uma caixa com latinhas de alumínio e outros itens que são vendidos por valores diferenciados nas empresas que compram os materiais recicláveis.
O clima ficou tenso e os catadores exigiram a presença da imprensa e do gerente da empresa Conserv para confirmar e solucionar em definitivo o caso que, por pouco, não acabou em vias de fato diante da revolta. “Fui para a rua e peguei os garis catando...aí eu fui e filmei...são quatro garis catando na rua. Um fazendo a coleta fazendo os ‘mói’, dois jogando e um fica em cima do carro abrindo as sacolas e botando nas caixas. Eu flagrei nos sapateiros e lá na UPA no Jatobá. Eu espero que eles parem, né? Porque a situação aqui tá feia...quem sofre é a gente”, relatou Gilmar da Silva, catador de material reciclável.
O gerente da empresa Conserv, Olegário Freire esteve no local para solucionar o impasse. Depois de uma longa conversa, o compromisso de punir os garis que fizerem a seleção de material reciclável e a confirmação que o fato estava existindo, o gerente chegou a um acordo para liberar o tráfego e vai falar com os motoristas da empresa para impedir a coleta de material reciclável por parte de alguns garis.
O trator de esteira que fica no lixão fez a desobstrução da via e os caminhões puderam descarregar o lixo. Os catadores também pediram ao gerente da Conserv que converse com algumas pessoas que prestam serviços à empresa, pois os ânimos estão exaltados e podem acontecer brigas desnecessárias no local.
Cerca de 60 pessoas com suas famílias vivem no lixão da cidade de Patos em situação degradante, convivendo com urubus, fedentina, riscos biológicos à saúde e expostas ao sol causticante. A estrutura no local é precária e os trabalhadores fazem barracos para se abrigar.
Jozivan Antero – Patosonline.com