
O delegado e os dois agentes da Polícia Civil da Paraíba presos durante a Operação Perfidus, deflagrada nesta terça-feira (2), e investiga o desvio de drogas apreendidas para abastecer o tráfico serão afastados das funções e poderão ser expulsos da corporação. A informação foi confirmada ao ClickPB pelo delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo.
Segundo ele, o afastamento dos servidores ocorre de forma imediata em razão da gravidade dos fatos investigados. A medida será comunicada à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds).
“Já de imediato há decisão ao afastamento e aqui já há a comunicação imediata à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social que deve proceder esse afastamento e a gente já deve fazer na data de hoje”, afirmou André Rabelo ao ClickPB.
O delegado-geral também explicou que os investigados poderão ser expulsos dos quadros da Polícia Civil caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça ao final do processo.
“Há um cometimento muito grave de crime. Uma vez condenado pelo Judiciário e uma vez provado, há essa possibilidade”, declarou ao ser questionado sobre uma eventual expulsão dos servidores.
Operação Perfidus
A operação deflagrada nesta terça-feira (2) teve como alvo um grupo suspeito de integrar um esquema de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Entre os presos estão o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”.
Outros alvos:
- João Wicttor Alves de Lima, apontado como traficante;
- Brendo Roberth Fernandes Sobral, apontado como traficante;
- Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, apontado como traficante;
- José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”, apontado como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
- Vanessa Dantas Fernandes, apontada como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
- Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”, apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação na Paraíba.
De acordo com as investigações, parte das drogas apreendidas em operações policiais era desviada e revendida ilegalmente para integrantes de organizações criminosas, inclusive dentro dos presídios paraibanos. Os lucros obtidos com a comercialização dos entorpecentes seriam divididos entre membros do esquema.
A operação é resultado de mais de um ano de investigação conduzida em conjunto pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.
Ao todo, foram cumpridos oito dos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.
As investigações continuam para apurar a participação de outros envolvidos e dimensionar o alcance do esquema criminoso.
Por Leonardo Barbosa / clickpb
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