
A residência onde o bebê Bryan Gabriel, de apenas três semanas, foi morto a facadas foi arrombada durante a madrugada desta quinta-feira (15), no Beco do Neco, no bairro Dona Milindra, em Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo a Polícia Militar, pessoas invadiram o imóvel, retiraram objetos e atearam fogo aos pertences na rua.
Entre os itens levados da casa estavam um colchão e uma cama. O caso ocorreu menos de 24 horas após a morte da criança, registrada na manhã da quarta-feira (14), que provocou grande comoção entre moradores da cidade.
De acordo com o perito criminal Adriano Medeiros, o bebê sofreu pelo menos 15 perfurações provocadas por faca. Os pais da criança, Mirelly Layla e Marcos Gabriel, ambos de 19 anos, foram presos suspeitos de envolvimento no homicídio. Os dois apresentaram versões conflitantes sobre o ocorrido e atribuíram um ao outro a responsabilidade pela morte.
Polícia tentou evitar depredação do imóvel
O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), tenente-coronel Deuslânio, afirmou, em entrevista à TV Sol, que, desde o início da ocorrência, a corporação adotou medidas para evitar possíveis atos de linchamento contra os suspeitos, diante da revolta provocada pelo caso.
Segundo o oficial, também havia preocupação com a possibilidade de depredação da residência. Ele relatou que esteve pessoalmente no imóvel por volta das 23h da quarta-feira e constatou que a casa permanecia intacta naquele momento.
As viaturas continuaram realizando rondas durante a noite. No entanto, conforme o comandante, pessoas teriam aproveitado um intervalo entre as passagens das equipes para arrombar a residência, retirar os pertences e queimá-los nas proximidades.
“Arrombaram essa residência, pegaram pertences e tocaram fogo aqui mais à frente da casa. Saquearam também. Teve pouca coisa aqui, mas levaram um colchão, uma cama”, relatou Deuslânio.
Polícia busca identificar responsáveis
A Polícia Militar está em busca de informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pela invasão, pelo saque e pela queima dos objetos.
O tenente-coronel ressaltou que a comoção provocada pela morte do bebê não justifica a prática de outros crimes e que os novos fatos também deverão ser apurados.
“Uma coisa é o crime que aconteceu, outra coisa são os fatos que porventura venham a acontecer posteriormente a esse crime”, declarou.
O comandante também mencionou dificuldades para obter informações de moradores que possam contribuir com a investigação. Segundo ele, a polícia permanece atenta ao episódio registrado durante a madrugada.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando a morte de Bryan Gabriel para esclarecer a dinâmica do homicídio e determinar a responsabilidade de cada um dos suspeitos.
Por Patos Online / Com informações do Portal TV Sol
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