
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou a campanha “O Brasil Não Se Entrega”, voltada à defesa da soberania nacional diante do que a legenda classifica como ataques dos Estados Unidos à economia brasileira. Segundo o partido, as medidas teriam sido incentivadas pela família Bolsonaro e colocariam interesses políticos e pessoais acima dos interesses do país.
A iniciativa será divulgada nas plataformas digitais da sigla por meio de vídeos, peças gráficas, ações de comunicação e da mobilização da rede de Porta-Vozes do Lula. De acordo com o PT, o objetivo é explicar à população como a defesa da soberania nacional impacta o cotidiano dos brasileiros e reforçar a importância da proteção da economia e dos interesses estratégicos do país.
Entre os principais temas da campanha está a defesa do Pix. O partido afirma que o sistema de pagamentos instantâneos, criado pelo Banco Central, representa uma conquista nacional e sustenta que sua preservação é necessária para evitar interferências estrangeiras em um serviço utilizado diariamente por milhões de brasileiros.
A mobilização também abordará os impactos do chamado tarifaço norte-americano sobre a indústria, o comércio e outros setores da economia. Segundo a legenda, proteger a produção nacional é uma forma de preservar empregos e estimular o crescimento econômico.
Outro ponto destacado pela campanha é a defesa das chamadas terras raras e de outros recursos minerais considerados estratégicos. Na avaliação do PT, essas riquezas devem ser destinadas ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos, à inovação tecnológica e ao fortalecimento da indústria brasileira.
Em nota, o partido afirma que o Brasil enfrenta um cenário internacional de disputas econômicas e geopolíticas e defende a preservação da independência nacional e da capacidade de o país tomar decisões de forma autônoma.
O PT também atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a condução da defesa da soberania nacional, afirmando que o governo atua para proteger empregos, investimentos, a democracia e os interesses brasileiros. A campanha terá como mensagem central que o Brasil deve preservar sua autonomia e decidir os próprios rumos sem interferências externas.
Evellyn Paola / metropoles.com
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