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Quinta-Feira, 8 de Outubro de 2026 | |
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O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), criticou a deputada estadual eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que afirmou que “não acredita que o feminicídio seja algo que exista” e que o homem precisa ser agressivo e, em determinados casos, letal.

Questionado sobre as políticas de combate à violência contra a mulher, Lucas também comentou uma suspeita de feminicídio registrada em Mangabeira, em João Pessoa.

O governador disse que a Paraíba havia passado mais de 100 dias sem feminicídios antes do caso investigado nesta quarta-feira.

“E sobre esse ponto que você falou sobre feminicídio, a Paraíba, a gente já estava ultrapassando 100 dias, 100 dias sem nenhum feminicídio em nosso estado, isso é resultado de uma política que nós temos realizado de proteção às mulheres, de cuidado com as mulheres paraibanas. Ah, sim, houve sim hoje essa suspeita de feminicídio e a gente acompanha esse caso de perto, como temos acompanhado todos e lamento muito”, afirmou Lucas.

A crítica à declaração de Eduarda Campopiano ganhou um caráter pessoal quando o governador citou a história de sua esposa, a primeira-dama Camila Mariz. Lucas contou que ela perdeu a mãe aos 10 anos, vítima de uma emboscada praticada pelo próprio pai, e foi criada pela avó.

 

“Graças a Deus a minha esposa, que é um órfão de feminicídio, teve quem a criasse, criada por sua avó, quando ela tinha 10 anos perdeu a sua mãe em uma emboscada do pai dela, eu queria que ela explicasse isso para pessoas como, não só Camila, mas tantos outros órfãos, tantas outras pessoas e familiares que perderam uma referência na sua vida, uma mulher vítima de violência, vítima de feminicídio, então é lamentável”, disse o governador.

Lucas também criticou o espaço que esse tipo de posicionamento tem ganhado na política e afirmou que pretende manter o enfrentamento à violência contra as mulheres entre as prioridades de sua gestão.

 

“É lamentável o caminho que algumas pessoas estão tomando na política, mas enquanto estivemos aqui acredito que nós vamos ser uma voz ativa para combater isso e para defender a vida, para defender as mulheres que sempre precisaram lutar para ocupar o seu espaço, sempre precisaram lutar para ocupar, seja na política, através de políticas picotas, que é necessário sim, para ter mais presença de mulher, esse ano nós temos uma mulher na Paraíba, dentremir o mandato, então para a mulher sempre, tudo foi mais desafiador e é por isso que é preciso políticas afirmativas que assegurem a sua proteção, a sua presença no mercado de trabalho, a sua presença nos espaços de poder e de decisão e a gente está aqui para isso, para encampar essa luta e proteger as mulheres paraibas, é o que a gente tem feito”, declarou.

 

Fonte: Maurílio Júnior
Créditos: Vitor Azevêdo / Polêmica Paraíba

 

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