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Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2026 | |
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), planeja negociar um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela tentativa de golpe de Estado, para conquistar votos da direita e garantir sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027.

A articulação envolveria inicialmente um indulto concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, caso a proposta não avance, a aprovação de uma anistia pelo Congresso Nacional.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (28) pelo jornalista Raphael Di Cunto, da Folha de S.Paulo, com base em relatos de dois aliados de Alcolumbre.

Segundo a reportagem, o senador pretende apresentar a proposta como parte de um acordo de pacificação política que também incluiria o compromisso da direita de abandonar a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.

A ideia seria permitir a saída de Bolsonaro da prisão sem necessariamente devolver seus direitos políticos. Aliados de Alcolumbre defendem que eventual anistia tenha efeitos restritos à esfera penal, para evitar que a medida permita ao ex-presidente disputar novas eleições.

O primeiro caminho considerado por Alcolumbre seria convencer Lula a conceder um perdão humanitário ao ex-presidente. A Constituição atribui ao presidente da República a competência para conceder indultos e comutar penas, embora os requisitos e a validade de uma medida específica possam ser examinados pela Justiça.

Segundo a Folha, a proposta de perdão não foi apresentada naquela reunião. Alcolumbre pretende aguardar os primeiros desdobramentos do cenário político após a eleição antes de abordar o assunto com Lula. A articulação também levaria em consideração as consequências das notícias sobre a suposta saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, assunto acompanhado pela Revista Fórum.

Caso Lula rejeite o indulto, a alternativa seria buscar uma anistia aprovada pela Câmara e pelo Senado. Nesse cenário, aliados de Alcolumbre consideram necessário negociar com o governo para evitar um veto presidencial ou uma mobilização contrária da base governista.

 

Fonte: Revista Fórum
Créditos: Vitor Azevêdo / Polêmica Paraíba

 

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