
Prevenir é a palavra-chave para tentar proteger as crianças da gripe. E as medidas já estão bastantes conhecidas da população, pois são as mesmas para a prevenção da covid-19: evitar aglomeração e ambiente fechado, usar máscara e higienizar mãos e objetos.
Essas são as recomendações do médico pediatra da Unimed João Pessoa, Constantino Cartaxo. Ele disse ainda que o uso de máscaras deve ser a partir dos dois anos de idade. “Se a criança se adapta bem à máscara, deve usá-la a partir dos dois anos, nunca antes disso. Mas, a partir dos quatro anos, ela deve ser obrigatória, para que a criança tenha essa proteção. Essa máscara tem que ser trocada sempre que estiver suja, úmida ou depois de algumas horas de uso”, explicou.
Com a proximidade da volta às aulas, o médico recomenda ainda que seja observado o distanciamento na escola, além de todas as outras medidas. “Se a criança tiver sintomas como coriza, tosse ou febre, não mandar para a escola por um período de cinco a sete dias”, disse.
E se a criança adoece, o que fazer?
Constantino Cartaxo explicou que quando houver sinais de desconforto respiratório, cansaço e falta de ar, especialmente se não tiver febre associada, os pais devem procurar o pediatra da criança ou um hospital. Se a criança tiver esses sintomas associados à febre, a conduta é tratar com antitérmico, nebulização e lavagem nasal, sempre observando e mantendo o médico da criança informado em caso de alteração. Se a febre persistir, o hospital deve ser procurado.
“Os pais não devem se assustar com a gripe. Devem seguir a conduta de acordo com o caso do filho, se com ou sem febre. É muito importante que o cartão de vacinação esteja em dia, inclusive com a vacina da gripe. Caso a criança já esteja na faixa etária adequada, também deve tomar a vacina contra a covid”, esclareceu.
WSCOM