
A Petrobras fechou 2021 na liderança do ranking das maiores empresas brasileiras de capital aberto em receita. Já a Vale registrou o maior lucro líquido entre as companhias listadas na B3, mantendo o posto de mais lucrativa. É o que mostra levantamento da provedora de informações financeiras Economatica, com base nos resultados financeiros consolidados do ano passado.
O ranking considera os balanços de mais de 360 empresas da Bolsa brasileira que já divulgaram seus números consolidados de 2021, já contemplando as principais companhias em todos os setores.
A receita líquida da Petrobras atingiu R$ 452,7 bilhões em 2021, com um salto de 66% frente ao ano anterior. Na vice-liderança ficou a JBS (R$ 350,7 bilhões), seguida da Vale (R$ 293,5 bilhões).
No comparativo com 2020, houve poucas mudanças de posições no topo do ranking das maiores em receita. A Raízen subiu da 8ª para a 3ª posição e Vibra (ex-BR Distribuidora) caiu da 3ª para a 4ª colocação. Já a Gerdau entrou no top 10.
A mineradora Vale registrou lucro líquido recorde de R$ 121,2 bilhões no ano passado, o que representa uma alta de 354% na comparação com o resultado de 2020. Foi o maior resultado nominal já registrado por empresas de capital aberto no Brasil, segundo a Economatica.
A Petrobras registrou o segundo maior lucro do ano (R$ 106,7 bilhões), seguida por Itaú, Bradesco e JBS.
Outro destaque do ano foi a Braskem, que reverteu o prejuízo de 2020 e registrou o 9º maior lucro entre as empresas brasileiras no ano passado.
Em valor de mercado – a soma do valor das ações da empresa – na B3, a Vale segue na liderança. A companhia está avaliada na Bolsa em R$ 463,9 bilhões, considerando o fechamento do pregão do dia 30 de março.
Na sequência, as empresas mais valiosas da B3 são Petrobras (R$ 446,1bilhões), Itaú (R$ 252,7 bilhões), Ambev (R$ 238,7 bilhões) e Bradesco (R$ 198,1 bilhões).
Após amargar perda de quase 12% em 2021, o Ibovespa – principal índice de ações da B3 – acumula avanço de quase 15% em 2022, impulsionado pelo ingresso de investidores estrangeiros e pela alta das empresas de commodities.
Por Darlan Alvarenga, g1