
Erling Haaland contra Gabriel Magalhães. O tema da semana que antecedeu Brasil e Noruega foi, de fato, o que decidiu o confronto entre as duas seleções neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Pior, muito pior, para quem precisou torcer contra o inevitável, aquele programado para estragar a vida de quem o enfrenta.
Em uma tarde que teve pênalti perdido por Bruno Guimarães e gol perdido por Endrick completamente livre, prevaleceu aquele que a toda semana faz a diferença para seu time. Haaland, em um cabeceio de gente grande para cima de Gabriel e uma finalização potente no canto, decidiu o 2 a 1 para a Noruega contra o Brasil, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Neymar nos acréscimos, diminuiu em pênalti, mas não havia mais tempo para nada.
Tal qual Tore Andre Flo em 1998, mais um camisa 9 norueguês algoz dentro da história da Seleção Brasileira, novamente eliminada da Copa bem antes do que deveria. Na queda mais precoce desde 1990, também nas oitavas, só que para a Argentina, o Brasil cai pela sexta vez consecutiva para um europeu, depois de França-2006, Holanda-2010, Alemanha-2014, Bélgica-2018 e Croácia-2022.
A Noruega, que nada tem a ver com isso, apenas amplia o tabu histórico de ser a única a não perder para o Brasil e vai cheia de força para as quartas de final, onde espera por quem passar de México e Inglaterra. A Seleção de Carlo Ancelotti pega o voo de volta para casa e vai completar 28 anos sem tocar na taça que um dia foi sua. Sinal dos tempos, em que o melhor jogador em campo era norueguês.
Do pênalti perdido ao milagre de Alisson
Os 50 minutos iniciais de Brasil e Noruega (somando acréscimos) ofereceram diversão a quem apenas quis assistir, mas certa tensão a qualquer envolvido na disputa. Do lado amarelo, uma gangorra de sentimentos que viu a Seleção quase sair na frente e também ficar perto de sofrer um gol.
Isso até aconteceu. Aos 3 minutos, Sorloth recebeu dentro da área e tocou para trás, até Berg, que finalizou forte para balançar as redes. O lance foi anulado por impedimento claro do atacante do Atlético de Madrid. A resposta brasileira saiu dez minutos depois, quando Matheus Cunha foi derrubado na área. Com ajuda do VAR, a arbitragem assinalou pênalti.
Bruno Guimarães, surpreendentemente, assumiu a responsabilidade, mas cobrou mal, à meia altura no canto esquerdo de Nyland, que espalmou. Um balde de água fria para a maioria brasileira no MetLife Stadium e também para a Seleção, que há 40 anos não perdia um pênalti no tempo normal de uma Copa.
A partida teve uma queda até os 15 minutos finais. Mais dominante com a bola, a Noruega dominou a posse em busca de espaços, enquanto o Brasil tinha a clara tática de buscar a velocidade. Nenhum estilo prevaleceu sobre o outro, mas, na reta final do primeiro tempo, todos tiveram chances.
Vini Jr, sumido pela primeira vez na Copa, por pouco não abriu o placar após receber de Martinelli, mas o chute de canhota parou no goleiro norueguês. O maior milagre, porém, saiu do outro lado. Odegaard pegou sobra da trombada de Haaland com os zagueiros brasileiros, ajeitou e bateu rasteiro. Alisson se agigantou e fez um milagre.
Endrick e Neymar entram, mas é Haaland quem decide
O Brasil voltou da mesma forma para o segundo tempo, enquanto a Noruega apostou em Oscar Bobb na vaga de Sorloth para acrescentar um pouco de imprevisibilidade ao seu ataque. Nada aconteceu até os 13 minutos, quando Endrick assumiu o lugar de Matheus Cunha no ataque.
Na primeira vez que tocou na bola, o jovem pedido pela torcida perdeu um gol feito, ao receber lançamento de Vini Jr, arrancar sem marcação até a área e errar o chute como não poderia fazer. Quase na sequência, Rayan arriscou chute da entrada área e forçou defesa de Nyland, meio que sem jeito.
A Noruega também era perigosa, em cruzamentos que passavam pela área do Brasil e tentavam encontrar Haaland na segunda trave. O jogo passou a ficar aberto, até que Ancelotti deu sua cartada: Danilo Santos para o lugar de Martinelli, a fim de dar mais poegada ao meio-campo, e Neymar na de Rayan.
Mas quem faria a diferença já estava em campo - e do outro lado. Na primeira jogada em que teve a chance de uma finalização limpa, Haaland "engoliu" Gabriel Magalhães pelo alto e cabeceou firme, sem qualquer chance de defesa para Alisson. Restavam 11 minutos para o Brasil tentar uma reação cada vez mais improvável.
Até houve chances. Primeiro em um recuo contra, que acabou no travessão, depois, em chute cruzado de Casemiro que não encontrou ninguém. Do outro lado, a Noruega só queria uma bola, que veio aos 45 minutos. Em contra-ataque, Haaland recebeu fora da área, ajeitou para a canhota e "fuzilou" Alisson, para mandar o Brasil para casa.
Neymar, nos acréscimos, ainda converteu o pênalti na última vez que pegou na bola em uma Copa. Pouco para o camisa 10, bem pouco para o Brasil.
Próximo jogo da Noruega:
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México ou Inglaterra - 11/07, 18h (de Brasília) - Copa do Mundo
Fonte: ESPN
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