
O presidente afastado da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues, não vai recorrer à Justiça quanto à decisão em caráter liminar que determinou a sua saída momentânea do cargo maior da entidade. Em nota oficial, o dirigente revelou que vai se concentrar na defesa da denúncia realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e acatada pela juíza Shirley Abrantes Moreira Régis da 4ª Vara Criminal da Capital. Ele também quer que o novo presidente empossado, Nosman Barreiro, antecipe as eleições na FPF.
De acordo com Amadeu Rodrigues, a maior parte dos filiados da entidade - sejam ligas de futebol, clubes amadores e profissionais - quer que o pleito que seria realizado naturalmente em setembro seja antecipado.
Na nota, Amadeu ainda reitera a sua inocência diante das acusações do MPPB e que não compactua com atos ilícitos e antiéticos.
Em 2014, Amadeu Rodrigues foi eleito na FPF, apoiado por Rosilene Gomes - ex-presidente e que dirigou a entidade por 25 anos -, e tendo como companheiro de chapa, Nosman Barreiro. Pouco tempo depois da eleição, o dirigente rompeu politicamente com Rosilene e com Nosman. A partir daí, os dois passaram a ser adversários políticos e protagonizaram embates nesta seara.
Confira na íntegra a nota oficial de Amadeu Rodrigues:
Amadeu Rodrigues da Silva Junior, presidente da Federação Paraibana de Futebol, informa aos profissionais da imprensa e ao público as decisões tomadas em face dos últimos acontecimentos.
Inicialmente agradeço o amplo apoio dos filiados a FPF, aos familiares e aos amigos, os quais estão sendo de suma importância nesse injusto momento vivido por mim.
Após intensa reflexão, comuniquei ao meu corpo jurídico a decisão de não recorrer momentaneamente das medidas cautelares determinadas pela Ilustre Magistrada, dada a tranquilidade que tenho da minha inocência, deixando todo o foco dos meus advogados para a apresentação de defesa e comprovação de que não cometi qualquer ato ilícito ou compactuo com atividades ilegais, imorais e antiéticas.
Espero, por fim, que a atual direção interina da FPF atenda o pleito determinado pelos filiados para antecipação das eleições, objetivando que os clubes possam democraticamente definir os destinos do futebol da Paraíba.
Por Pedro Alves, João Pessoa
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