
O atual presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Nosman Barreiro, continua reagindo contra a Assembleia Geral realizada nessa segunda-feira por alguns filiados, que lhe destituiu do cargo maior da FPF. Agora, o dirigente da entidade encaminhou uma petição ao delegado da Polícia Civil, Lucas Sá, à 4ª Vara Criminal de João Pessoa e ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público pedindo que seja mantida a ordem e que todos os órgãos desautorizem o que vem chamando de um “levante ilegal” com o intuito de lhe depor.
Em documentos assinados por dois dos seus advogados - Allan Negreiros e Iarley Maia -, a defesa de Nosman insiste na ideia de que alguns poucos clubes estão sendo manipulados por Eduardo Araújo, ex-diretor executivo da Federação na gestão de Amadeu Rodrigues, e Marcílio Braz, presidente do Conselho Fiscal da entidade. De acordo com a petição, esses dois personagens têm fins eleitoreiros, já que ambos pretendem ser candidatos na próxima eleição, marcada para este ano.
O documento analisa que a FPF tem 62 filiados, sendo que apenas 11 votaram pela destituição do atual presidente do cargo. De acordo com a defesa, “além de ilegal e ilegítimo, sob qualquer ângulo, a ideia de que onze podem destituir uma pessoa que foi democraticamente eleita pela maioria absoluta, num universo de sessenta e dois, sem nenhum tipo de processo legal, é de uma teratologia absurda e repugnante”.
A petição ainda explica que os articuladores da assembleia representam um grupo político, antes encabeçado por Amadeu Rodrigues, que tem várias pessoas - dentre elas Marcílio Braz - que foram investigadas pela Operação Cartola, comandadas pela Polícia Civil e pelo Gaeco.
A investigação entendeu que havia no futebol paraibano uma Organização Criminosa que manipulava resultados e que chegou até adulterar uma súmula do Campeonato Paraibano deste ano.
Até o momento, a Justiça acatou as denúncias feitas pelo Ministério Público a 17 pessoas, dentre elas o ex-presidente da FPF, Amadeu Rodrigues. Marcílio Braz e o próprio Nosman, que também foi investigado, não foram denunciados. Até agora, Nosman Barreiro não foi notificado da decisão dos clubes.
Antes da Assembleia Geral, no entanto, o presidente tinha publicado uma resolução que explicava que a FPF não iria reconhecer a reunião como a instância máxima de poder da entidade, já que não havia sido convocada pela Presidência, conforme versa o estatuto.
Por Pedro Alves, João Pessoa
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