Uma dose de vacinas reduz infecção em até 65%, revela estudo

Um estudo conjunto do Office for National Statistics (ONS) e da Universidade de Oxford descobriu que há forte resposta imunitária em todas as faixas etárias depois da primeira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech ou AstraZeneca/Oxford. O trabalho concluiu, ainda, que a primeira aplicação dessas vacinas protege tanto pessoas mais velhas quanto os mais jovens e saudáveis.

Os resultados foram divulgados em pré-publicação nesta sexta-feira (23), as inoculações tanto com a vacina da Pfizer quanto da AstraZeneca foram eficazes tanto em indivíduos com mais de 75 anos e/ou pessoas com problemas de saúde latentes, quanto pessoas mais novas e/ou mais saudáveis.

Cerca de 370 mil pessoas da população do Reino Unido participaram dos testes e o estudo é considerado um dos maiores feitos até hoje, uma vez que fornece mais evidências em um cenário real sobre as vacinas usadas no território britânico e sua eficácia pelo SARS-CoV-2.

Para os pesquisadores, ao reduzir as taxas de infecção, as vacinas não vão apenas prevenir as internações hospitalares e as mortes por covid-19, mas também a quebra das cadeias de transmissão e, assim, reduzir o risco potencial do ressurgimento da doença à medida que o país vai flexibilizando as suas restrições.

Ao The Guardian, os pesquisadores afirmaram que com base nessas conclusões foi fundamental que o governo priorizasse a vacinação da primeira dose às pessoas mais velhas e grupos mais vulneráveis.

“Não houve evidência de que as vacinas fossem menos eficazes entre os adultos mais velhos ou aqueles com problemas de saúde de longo prazo”, explicou Koen Pouwels, um dos autores do estudo.

Ao serem analisados os resultados dos testes de covid-19 da população em estudo, entre dezembro de 2020 e abril de 2021, concluiu-se que 21 dias após a primeira aplicação – o tempo que o sistema imunitário demora para criar uma resposta – as novas infecções pelo novo coronavírus diminuíram cerca de 65%. Isso significa que as pessoas que foram vacinadas com uma única dose das vacinas Oxford/AstraZeneca ou Pfizer/BioNTech tiveram 65% menos probabilidade de contrair nova infecção.

Contudo, as primeiras vacinas foram mais eficazes contra infecções sintomáticas do que assintomáticas, em comparação com a taxa de infeção na população não vacinada. Ao fim de três semanas após a aplicação da primeira dose, os casos de doença com sintomas diminuíram 74% e dos assintomáticos, 57%. 

A investigação foi mais além: uma segunda dose da Pfizer pode proteger até 90% contra a infecção pelo vírus. A aplicação das duas doses, ou seja a imunização completa com a vacina da Pfizer aumentou mais a proteção, reduzindo as infecções sintomáticas em 90% e as assintomáticas em 70%. Essa análise não foi feita com pessoas que receberam as duas doses da AstraZeneca, já que ela foi aprovada mais tarde e ainda não é possível avaliar o impacto da segunda dose na imunização da população.


Redação com Agência Brasil