EUA enviam 2º navio para 'dissuadir ações hostis' contra Israel

Os Estados Unidos enviaram seu segundo grupo de ataque de porta-aviões para o leste do Mediterrâneo para "dissuadir ações hostis contra Israel ou qualquer esforço direcionado a ampliar a guerra após os ataques do Hamas", disse o secretário de Defesa, Lloyd Austin.

O porta-aviões USS Eisenhower se junta aos equipamentos militares já deslocados para a região após a ofensiva do Hamas a Israel, em 7 de outubro, e em meio à resposta do Estado judeu. O site do comando naval americano destaca que a embarcação de propulsão nuclear "oferece uma ampla gama de capacidades flexíveis de missão, incluindo operações de segurança marítima, projeção de poder expedicionário, presença naval avançada, resposta a crises, controle marítimo, dissuasão, contra-terrorismo, operações de informação e cooperação de segurança".

O navio é alocado em missões das Forças Armadas americanas desde os anos 1970. Foi deslocado para a atuação militar durante a Guerra do Golfo, nos anos 1990, e mais recentemente nas guerras no Afeganistão e no Iraque. A embarcação chega a até 56 km/h, tem capacidade para levar 90 aeronaves e dispõe de dois lançadores de mísseis RIM-7 Sea Sparrow, dois lançadores de mísseis de fuselagem rolante RIM-116 e ao menos três canhões Phalanx CIWS 20 mm.

O envio do porta-aviões indica por parte de Washington "o compromisso inabalável com a segurança de Israel e nossa resolução de dissuadir qualquer ator estatal ou não estatal que busque escalar esta guerra", disse Austin em um comunicado.

No mesmo dia do anúncio do envio do segundo porta-aviões, o presidente Joe Biden enfatizou em uma ligação com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o apoio dos Estados Unidos aos esforços para proteger os civis no meio do bombardeio em Gaza.

Os EUA já haviam enviado para Israel o maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald R. Ford com intuito de realizar "operações marítimas e aéreas, a fim de assegurar aliados e parceiros em toda a região e garantir a estabilidade". Segundo comunicado do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, o grupo de militares na embarcação "está preparado para toda a gama de missões".

Além das embarcações, o Departamento de Defesa afirma que "também está trabalhando com a indústria dos EUA para acelerar o envio de equipamento militar que os israelenses já tinham encomendado". O país vai aumentar o apoio a Israel, incluindo "capacidades de defesa aérea e munições", segundo o governo.

Com 333 metros de comprimento e 41 metros de largura, o navio USS Gerald R. Ford, da Marinha dos Estados Unidos, tem capacidade de abrigar 4,5 mil pessoas, além de 90 aviões e helicópteros.

Recentemente, a embarcação foi colocada sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para participar em manobras no mar da Noruega. O veículo chegou às águas de Oslo, capital norueguesa, em 24 de maio com objetivo de realizar “atividades de segurança marítima”, além de treinos no mar do país. De acordo com a Otan, a ação era programada. As atividades que tiveram participação do navio ocorreram ao longo de uma semana e tiveram a Noruega como anfitriã.

Ao todo, o Grupo de Ataque Gerald R. Ford é composto por seu carro-chefe e homônimo, o porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78), um agrupamento de esquadrões aéreos chamado de Carrie Air Wing Eight (CVW 8), o Esquadrão de Contratorpedeiros Dois (DESRON 2), o cruzador de mísseis guiados Ticonderoga USS Normandy (CG 60) e o contratorpedeiro classe Arleigh Burke USS Ramage.

“Essa transferência de autoridade constitui uma exibição tangível e transparente de capacidades avançadas em operações de todos os domínios e o compromisso defensivo da Aliança da Otan na Área de Responsabilidade do Alto Comando Conjunto na Europa (SACEUR)”, disse o comunicado da organização na época do empréstimo à Noruega.

A última vez que a Otan havia assumido o comando de um grupo de ataque de porta-aviões dos EUA foi em março de 2023, com o porta-aviões norte-americano USS George H.W. Bush no Mediterrâneo e a participação no exercício Neptune Strike.

 

Por O Globo com AFP — Rio de Janeiro

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