
O Japão emitiu nesta segunda-feira (1º) um alerta para risco de um "grande tsunami" na costa oeste do país após uma série de terremotos atingir a região. O mais forte deles teve magnitude 7,6, segundo o serviço meteorológico japonês.
Por conta dos tremores, Rússia, Coreia do Norte e Coreia do Sul também emitiram alertas por tsunami em seus países.
No Japão, autoridades alertavam para o risco de tsunami em toda a costa oeste do país até a última atualização desta reportagem.
O terremoto mais forte, de magnitude 7,6, ocorreu na cidade de Anamizu, na região de Ishikawa, na costa oeste do Japão.
Segundo autoridades, ondas de até 5 metros podem atingir a região - as ondas que atingiram a usina de Fukushima, em 2011, causando um dos piores acidentes nucleares da história, chegaram a 15 metros de altura.
Esta é a primeira vez que um grande aviso de tsunami é emitido desde a tragédia na usina de Fukushima, que ficou inundada em 11 de março de 2011 após um terremoto e tsunami atingirem a região, na costa leste do Japão. Vinte mil pessoas morreram na ocasião.
Autoridades ainda não haviam informado o número de feridos por conta dos tremores até a última atualização desta notícia. Segundo o porta-voz do governo japonês Hayashi Yoshimsa, casas em Ishikawa foram destruídas, e militares já foram enviados para ajudar no resgate de vítimas.
A TV pública japonesa NHK interrompeu a programação e colocou um alerta para que as pessoas deixem as áreas de risco.
A Agência Meteorológica do Japão pediu para que os moradores permaneçam em abrigos seguros até que o alerta seja suspenso.
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Mapa da Agência Meteorológica do Japão mostra áreas de risco por tsunami, em 1º de janeiro de 2024. — Foto: Agência Meteorológica do Japão
Estragos
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Ruas de Wajima ficaram rachadas após terremoto atingir o Japão, em 1º de janeiro de 2024 — Foto: Kyodo News via AP
O epicentro do terremoto de magnitude 7,6 nesta segunda-feira (1º) foi na península de Noto por volta das 16h10 do horário local (4h10, em Brasília).
Conforme a agência meteorológica, essa magnitude foi a maior registrada na região da península desde 1885, quando os dados se tornaram disponíveis.
Segundo a NHK, ondas de 1,20 metro foram registradas em Wajima, a poucos quilômetros do epicentro do tremor. Outras cidades tiveram ondas menores.
Uma testemunha na cidade de Nagano, no centro do Japão, registrou prateleiras e itens dentro de uma loja de conveniência tremendo quando o terremoto ocorreu (veja o vídeo no início da reportagem).
O incidente também cortou a energia de milhares de casas e interrompeu voos e serviços ferroviários na região afetada. Além disso, provocou incêndios pelo país.
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No Santuário Onohiyoshi em Kanazawa, província de Ishikawa, um torii, portão tradicional japonês, desabou — Foto: Kyodo/Reuters
Nenhuma irregularidade foi detectada em usinas nucleares, disse o porta-voz do governo japonês, Yoshimasa Hayashi, em uma entrevista coletiva de emergência em Tóquio.
A autoridade de regulação nuclear do Japão afirmou que não há risco de vazamento de radioatividade das usinas.
Segundo o governo, as autoridades ainda estão verificando a extensão dos danos e alertou os moradores para se prepararem para possíveis novos terremotos.
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Terremoto provocou incêndios no Japão, em 1º de janeiro de 2024 — Foto: NTV/AP
Outros países
O Serviço Nacional de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami para regiões costeiras da Coreia do Norte e da Rússia, com chance de ondas de até 1 metro.
A mídia russa citou autoridades da cidade portuária de Vladivostok, na região de Primorsk, dizendo que qualquer pessoa que navegue em águas locais deveria “retornar urgentemente à costa”.
Além disso, a Coreia do Sul também afirmou que a costa leste do país pode enfrentar um aumento do nível do mar após o terremoto do Japão.
A província de Gangwon pediu para que os moradores perto da costa se desloquem para terrenos mais altos. No local, foi registrada uma onda de tsunami de 45 centímetros, informou a agência do país.
Por g1
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