Calor, banho de mar e o aumento das queimaduras por caravelas deixam um alerta aos banhistas. Com a alta procura por praias e enseadas, as ocorrências de queimaduras são mais frequentes nessa época do ano em áreas litorâneas. Em entrevista ao ClickPB, nesta segunda-feira (5), o capitão do Corpo de Bombeiros Ataíde, explicou sobre os cuidados e o que funciona para amenizar a dor, que é causada pelo contato com os filamentos, sendo intensa e com duração de horas.

“Para aliviar a queimação e a dor é necessário o uso de vinagre e banho de mar. Lavar o local com vinagre branco para neutralizar a toxina e aliviar a dor”, destacou ao reforçar alguns dos principais sintomas como coceira intensa, vermelhidão e marcas lineares na pele, inflamação, queimação e dor “nos casos de reação alérgica à toxina da caravela é necessário procurar uma urgência para atendimento o mais rápido possível”, completou o militar.

A caravela portuguesa, também conhecida como flutuador, se move pela ação do vento. Seu comprimento varia de 10 cm a 30 cm. O animal chama atenção pela sua cor e transparência com uma consistência gelatinosa e coloração que varia do azulado ao violeta.

Ainda de acordo com o capitão Ataíde, as caravelas são empurradas pelos ventos para a faixa de areia, especialmente no verão, sua época de procriação, o que aumenta os casos de queimaduras nos banhistas.

 

EVITE

Usar água doce prejudica a queimadura e potencializa ainda mais a dor. Também é aconselhado não tocar na área afetada e não coçar ou esfregue a área.

 

ÁGUA VIVA X CARAVELA

A presença desses animais não segue um padrão específico. Águas-vivas podem aparecer por movimentos migratórios e desequilíbrios ecológicos, enquanto as caravelas geralmente chegam à faixa de areia empurradas pelos ventos fortes.

 

Por Emmanuela Leite / clickpb

 

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