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Sexta-Feira, 3 de Julho de 2026 | |
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Um homem foi preso suspeito de estuprar filho autista de 9 anos em Campina Grande. A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente de Campina Grande (DRCCIJ-CG), cumpriu um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 51 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra o próprio filho.

O caso foi descoberto após a mãe da criança perceber alterações significativas no comportamento do filho, além de fortes dores e sangramento na região íntima, sintomas apresentados depois de a vítima permanecer alguns dias sob os cuidados exclusivos do investigado durante o período de férias escolares. Questionada pela genitora, a criança relatou espontaneamente ter sido vítima dos abusos.

O exame sexológico realizado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) constatou lesão compatível com a prática de ato libidinoso, corroborando o relato da vítima. Durante o depoimento especial, a criança voltou a confirmar os abusos, sendo sua versão considerada compatível com os demais elementos reunidos ao longo da investigação.

Diante das diligências realizadas pela equipe da Delegacia Especializada, foi possível reunir elementos que subsidiaram a representação pela prisão preventiva do investigado. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida pelos policiais civis no município de Campina Grande.

O preso foi encaminhado para os procedimentos legais e, posteriormente, conduzido ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil da Paraíba reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, por meio de investigações qualificadas, atuação integrada e ações voltadas à responsabilização dos autores de crimes praticados contra esse público.

 

Transtorno do Espectro Autista

Transtorno do Espectro Autista – TEA é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a interação social e os comportamentos. O termo “espectro” indica que o autismo se manifesta de formas diferentes em cada pessoa, desde quadros leves até casos que exigem maior apoio no dia a dia. Ao longo das décadas, o TEA passou por diferentes classificações: inicialmente relacionado à esquizofrenia infantil, foi reconhecido nas décadas de 1970 e 1980 como um transtorno distinto do neurodesenvolvimento, com múltiplos níveis de intensidade e apresentações clínicas.

Os manuais diagnósticos modernos, como o DSM-5 e a CID-10, unificaram várias categorias antes separadas: Autismo clássico, Síndrome de Asperger e outros Transtornos do desenvolvimento sob a definição de Transtorno do Espectro Autista, exceto a Síndrome de Rett, que tem classificação própria. O Transtorno do Espectro Autista é hoje compreendido como parte dos transtornos do neurodesenvolvimento, reconhecendo a diversidade de sintomas, comorbidades e trajetórias individuais. Essa abordagem permite que intervenções e apoios sejam personalizados, considerando as potencialidades e necessidades de cada pessoa, ao mesmo tempo em que valoriza o diagnóstico precoce e a inclusão social.

 

Sinais de alerta para o autismo

  • Ausência de contato visual ou expressões faciais.
  • Não responder ao nome até os 12 meses.
  • Atraso na fala ou regressão de habilidades já adquiridas.
  • Pouco ou nenhum interesse por interações sociais.
  • Comportamentos repetitivos (como balançar o corpo ou alinhar objetos).
  • Resistência a mudanças na rotina.
  • Hiper ou hipossensibilidade a sons, luzes, texturas.

Crianças com Transtorno do Espectro Autista podem apresentar dificuldades na identificação e expressão de emoções, o que pode gerar comportamentos desafiadores como birras, agressividade ou isolamento. Esses comportamentos estão ligados à dificuldade de lidar com frustrações e situações sociais.

A intervenção precoce com estratégias definidas pela equipe multiprofissional que acompanha a criança é essencial para promover a autorregulação emocional. Histórias sociais elaboradas enquanto curtas narrativas e jogos com expressões emocionais auxiliam a criança a compreender situações sociais e sentimentos e reconhecimento de expressão de emoções básicas.

Ter a companhia de uma pessoa de confiança, ouvir música, utilizar recursos lúdicos e imaginação, dentre outros, são alternativas eficazes em momentos de crise, cabendo um planejamento de estratégias junto aos familiares e cuidadores, respeitando a individualidade da pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Em casos de urgência envolvendo pessoas com Transtorno do Espectro Autista, o atendimento deve ocorrer em Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) ou para Portas Hospitalares de Urgência, excluindo hospitais psiquiátricos. O objetivo inicial é estabilizar o paciente, realização de diagnóstico preliminar e definição das necessidades de encaminhamento para serviços como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros Especializados em Reabilitação (CER), Unidade Básica de Saúde (UBS) ou hospitais. (Ministério da Saúde)

 

PorMônica Melo / clickpb

 

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