De acordo com a Polícia Federal, o prefeito de Cabedelo, Leto Viana (PRP), preso na Operação Xeque-Mate, era chefe de uma organização criminosa envolvendo a Prefeitura e Câmara Municipal e pode ter comprado o seu mandato em 2013. A operação, realizada em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) nesta terça-feira (3), teve com objetivo de desarticular esquema de corrupção na administração pública, no âmbito dos poderes executivo e legislativo municipal.

As investigações tiveram início há mais de um ano a partir da colaboração premiada do ex-presidente da Câmara de Cabedelo, Lucas Santino. O vereador teria procurado a Polícia Federal espontaneamente. Além do gestor, outras 10 pessoas foram presas: o presidente da presidente da Câmara Municipal, Lúcio José do Nascimento Araújo, a vereadora e primeira-dama, Jacqueline Monteiro França, os vereadores Tércio de Figueiredo Dornelas Filho, Rosildo Pereira de Araújo Júnior (Júnior Datele), Antônio Bezerra do Vale Filho, como também Marcos Antônio Silva dos Santos, Inaldo Figueiredo da Silva, Leila Maria Viana do Amaral, Gleuryston Vasconcelos Bezerra Filho e Adeilson Bezerra Duarte.

De acordo com Lucas, o prefeito de Cabedelo forçou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para atrapalhar o trabalho do ex-presidente da Câmara. O parlamentar confessou os crimes relatados na investigação da Câmara, mas apontou a autorias de outros para colegas.

Os investigadores revelaram ainda que o delator do esquema teria recebido ameaças de morte e outros vereadores também teriam sido ameaçados pelo prefeito Leto.

Ainda de acordo com a PF, Leto Viana teria comprado o mandato do ex-prefeito Luceninha, em 2013, tendo suporte do empresário Roberto Santiago. A casa do empresário foi alvo de mandados de busca e apreensão.

 

Por: Blog do Gordinho