Após a prisão de um advogado da cidade de Patos e de um servidor público da Comarca de Sousa, nesta quarta-feira (9), no Sertão paraibano, a Polícia Civil da Paraíba investiga a participação de outras pessoas envolvidas em fraudes que resultaram em um prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão. 

A operação denominada Al-Barã apurou que a organização criminosa fraudava alvarás judiciais para desviar recursos públicos que seriam destinados a pagamentos de procedimentos médicos e medicamentos.

Nas fraudes, até mesmo a assinatura de juízes eram falsificadas, segundo apurou a investigação. "Esses alvarás são emitidos em razão de bloqueios em contas da Prefeitura de Sousa, da Prefeitura de São José da Lagoa Tapada e do Governo do Estado, muitas vezes para pagamentos de procedimentos médicos, cirurgias e medicamentos caros, eles utilizavam desses artifícios para emissão desses alcarás sem conhecimento do juiz da Vara", explicou o delegado da 19ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) em Sousa, Ilamilton Simplício.

Ele disse que chamou a atenção da polícia o padrão de vida ostentado pelo servidor público da Justiça, em Sousa, como veículo de luxo e casa de alto padrão, incompatível com a renda que ele auferia como servidor público estadual.   

De acordo com o delegado, agora, a polícia dará início a segunda fase da operação, que consistirá na análise dos documentos apreendidos e investigação de outras pessoas suspeitas de participação no esquema. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que outros advogados também estariam participando desses crimes. 

 

CLICKPB