
Após dias agitados até a quarta-feira (24), o Congresso Nacional encerrou a semana em ritmo mais lento do que o habitual. Já nesta quinta, houve menos atividades que o normal e, nesta sexta-feira (26), tanto a Câmara quanto o Senado ficaram parados, sem atividades em comissões ou em plenário.
Na quarta, a Câmara teve um dia tumultuado, com brigas e empurra-empurra em plenário, enquanto uma manifestação tomava a Esplanada dos Ministérios. À noite, sem a oposição em plenário, vários projetos foram aprovados pela base governista.
Já na quinta-feira (25), dia que normalmente os deputados analisam uma série de acordos internacionais e projetos mais simples, nada foi votado em plenário. O espaço foi usado apenas para discursos, com a presença de poucos deputados.
No mesmo dia, sessões de comissões importantes foram canceladas. A CPI Funai, que tenta concluir a votação do relatório final, teve que adiar os trabalhos por falta de quórum. O mesmo ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que ficou sem debater matérias como a proposta que estabelece eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República.
Nesta sexta (26), nenhuma comissão funcionou e o plenário não foi aberto. Nem mesmo a tradicional sessão de debates, usada por deputados que querem discursar sobre temas variados, foi iniciada.
Apenas um dos 513 deputados marcou presença na Câmara. Para abrir a sessão de debates, é exigida a presença de ao menos 51 deputados na Casa.
Senado
No Senado, estava agendada para o período da manhã uma sessão sem votações, destinada a pronunciamento de senadores.
No entanto, não houve a presença mínima de quatro senadores para abrir a sessão. De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa da Casa, apenas o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) compareceu ao plenário.
A semana também foi tumultuada no Senado. Na terça-feira (23), parlamentares trocaram ofensas e empurrões na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que debatia a reforma trabalhista.
Já na quarta-feira, durante a sessão, senadores do PMDB bateram boca sobre o relacionamento da legenda com o Palácio do Planalto.
Por Bernardo Caram e Gustavo Garcia, G1, Brasília