Descaso e abandono marcam gestão do meio ambiente em Patos

A cidade de Patos, como todos sabem, está situada no semiárido nordestino e, por isso, para a maioria dos leitores, dispensa qualquer tipo de descrição sobre seu clima e vegetação. O que é de estranhar e, muito mais, de se indignar, é o trato das autoridades com a vegetação urbana e as matas ciliares, por exemplo. Enquanto o mundo começa a unir esforços para combater as danosas mudanças climáticas, em Patos, a cada gestão municipal, o que se percebe nitidamente, é que nem mesmo a arborização da cidade é respeitada. Além disso, as matas ciliares não recebem os devidos cuidados e as consequências de todo esse abandono são vistas e sentidas pelos patoenses. Nas ruas do município, pouco há de sombras, podas inadequadas são feitas e os rios que cortam a cidade estão tomados pela vegetação do lugar.

Qualquer estudante de ensino fundamental sabe que plantar e manter árvores são duas das melhores contribuições que um gestor pode dar a sua cidade e, consequentemente, ao mundo. Não é preciso ser especialista no assunto para perceber os erros sobre essa questão em Patos. Mas, de fato, o que é tão primário para um estudante, parece ser muito complexo para os últimos  gestores municipais. Nos últimos anos, o que se vê na cidade, no centro e nos bairros, são árvores cortadas, podas inadequadas e substituições impertinentes de árvores, por vezes, com o argumento de que é preciso retirá-las para embelezar o centro, ou é necessário retirar outra para não deteriorar calçadas. Pois bem! Que sejam retiradas, mas, em seu lugar, outras sejam adequadamente plantadas, com o objetivo de, não muito distante, diminuir os efeitos do clima quente e seco da cidade.  E, como se não bastasse essa problemática, outra ainda mais a agrava. Em um percurso rápido, é fácil comprovar o desprezo das autoridades locais pelas matas ciliares dos rios que atravessam a Capital do Sertão. Eles estão tomados pelas árvores e pelo lixo.

É preciso, com urgência, que a atual gestão Municipal tome atitudes resolutivas sobre o problema, que não somente afeta esta geração de patoenses, mas compromete o bem-estar das próximas. Elaborar e tirar do papel projetos, por exemplo, em parceria com o Curso de Engenharia Florestal da UFCG, adequar ações positivas adotadas por outros municípios, entre outras, seriam ações que, para começar, já reduziriam os danos históricas de descaso com o meio ambiente municipal. A Morada do Sol merece esse cuidado.

 

Redação