Lula compara Bolsonaro a Saddam Hussein: "Não teve coragem de reconhecer derrota"

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o relatório do Ministério da Defesa sobre o sistema eleitoral brasileiro. Durante o encontro com deputados em Brasília, na manhã desta quinta-feira (10), o petista disse que a fiscalização foi "humilhante" e alegou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não tinha o direito de envolver as Forças Armadas.

"Um Presidente da República, que é o Chefe Supremo das Forças Armadas, não tinha o direito de envolver as Forças Armadas a fazer uma comissão para investigar urnas eletrônicas, coisa que é da sociedade civil, dos partidos políticos, e do Congresso Nacional. E o resultado foi humilhante", criticou Lula.
 
O petista ainda opinou que o presidente Jair Bolsonaro tem que ir à televisão pedir desculpas à sociedade brasileira.

"Pedir desculpas as Forças Armadas, por ter usado, as Forças Armadas, que é uma instituição séria, que é uma garantia para o povo brasileiro contra possíveis inimigos externos. O relatório não diz nada, absolutamente, nada, nada do que aquilo que ele tanto tempo acusou. Um presidente da República pode errar, mas ele não pode mentir", disparou Lula.

“Bolsonaro não teve coragem de reconhecer derrota, como Saddam [Hussein, ditador do Iraque morto em 2006] que morreu sem ter coragem de reconhecer que o Iraque não tem armas químicas”, ironizou o petista, que o comparou a FHC, Geraldo Alckmin e José Serra, que ligaram para ele após eleições:

“Seria tão mais fácil pegar o telefone e ligar” disse.

 

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