Em 1º de janeiro acontece a cerimônia de posse na qual Lula será oficializado presidente da República. Pela tradição, o rito inclui a passagem da faixa entre presidentes, o que não acontece há mais de uma década – e pode chegar a mais quatro anos caso Jair Bolsonaro se recuse a comparecer ao evento.

"A transmissão da faixa simboliza duas coisas que o Bolsonaro abomina: a democracia e a alternância de poder", explica o jornalista Bernardo Mello Franco em entrevista a Natuza Nery. Segundo Mello, as alternativas que a equipe de transição do cerimonial avalia estão "guardadas a sete chaves".

"Tem muito petista, por exemplo defendendo que a faixa seja entregue pela ex-presidente Dilma Rousseff. O que seria uma espécie aí de uma reparação histórica, considerando que ela não pode passar faixa para o sucessor, já que ela foi derrubada por um impeachment."

Outra possibilidade citada pelo jornalista é chamar representantes do povo brasileiro, como trabalhadores, indígenas, mulheres e negros.

A presidenta Dilma Rousseff recebe a faixa presidencial de Lula, no parlatório do Palácio do Planalto  — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr

A presidenta Dilma Rousseff recebe a faixa presidencial de Lula, no parlatório do Palácio do Planalto — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr

 

 

"Até onde eu sei, não há um martelo batido. Eles primeiro querem saber se o Bolsonaro vai ou não vai. Em segundo lugar, caso Bolsonaro, de fato, não compareça, aí sim procurar uma espécie de uma cerimônia simbólica para marcar esse momento."

 

Por g1

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