A deputada estadual Camila Toscano (PSD) criticou o adiamento da sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher na Assembleia Legislativa da Paraíba. Segundo a parlamentar, a solenidade não ocorreu porque coincidiu com a semana da votação que escolheu os novos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, a deputada questionou a prioridade dada ao processo político em detrimento do debate sobre a violência contra a mulher.

“Não conseguimos fazer a sessão especial porque pegou na semana da votação do Tribunal de Contas. Quer dizer que não podia adiar um pouco? A votação do Tribunal de Contas é mais importante do que a violência doméstica?”, disparou.

A parlamentar afirmou que pretende realizar o debate ainda neste mês na Assembleia, reunindo instituições que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher. Entre os convidados citados por ela estão representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, delegacias especializadas e a secretária da Mulher do Estado, Lídia Moura.

Camila defendeu que o problema precisa ser analisado de forma mais profunda, já que, mesmo com leis mais duras, os casos de feminicídio continuam crescendo no país.

Segundo a deputada, a legislação brasileira prevê punições severas para o crime, mas os números seguem preocupantes. Ela citou episódios recentes de agressões gravadas em vídeo e até casos de violência dentro de ambientes públicos como exemplo da gravidade da situação.

Para a parlamentar, é necessário compreender por que os crimes continuam aumentando mesmo diante do endurecimento das leis.

Camila também destacou que participa de debates internacionais sobre o tema, integrando uma rede de parlamentares das Américas que discute políticas de combate à violência de gênero.

A deputada alertou ainda para os impactos sociais do feminicídio, lembrando que os crimes deixam marcas profundas nas famílias, principalmente nas crianças que acabam se tornando órfãs após presenciar a morte da mãe.

“Não estamos falando apenas de uma mulher assassinada. Estamos falando de uma família destruída e de crianças que carregam esse trauma para o resto da vida”, afirmou.

 

Por Ingreson Derze / fonte83.com.br

 

 

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