O ex-governador da ParaíbaRicardo Coutinho (PT), afirmou nesta sexta-feira (22) que só votará no governador Lucas Ribeiro (PP) caso haja a demissão do secretário de estado de Comunicação institucional Nonato Bandeira. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Universidade de Patos.

A justificativa de Ricardo foi em virtude das publicações ocorridas ontem na imprensa revelando que o ex-governador foi o primeiro na Paraíba a lançar um plano de parcerias público-privadas, em 2012, incluindo saneamento básico, o que foi feito agora no Governo de Lucas Ribeiro. Ricardo tem criticado juntamente com os candidatos de oposição Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB) essa PPP do saneamento básico em 85 cidades e Nonato Bandeira era justamente o seu secretário em 2012, ano que foi lançado o tal Plano.

Na fala, Ricardo Coutinho condicionou qualquer apoio político à saída do auxiliar do governo estadual e fez críticas à atuação dele na área de comunicação. “À espera da decisão do presidente Lula, a não ser que o atual governador do Estado demitisse Nonato Bandeira, que é o responsável exatamente por tudo isso. Ele trabalha na mentira, ele faz, articula os blogs, espalha essa mentira e vem se mantendo dessa forma porque serve atacando profundamente uma coisa chamada liberdade de imprensa”, afirmou.

O ex-governador também fez críticas ao que chamou de interferência na liberdade de imprensa e associou práticas políticas a estratégias de comunicação digital. “A liberdade de imprensa pressupõe que a verdade prevaleça. É preciso ter liberdade para que as opiniões prevaleçam, mas não se pode tentar criar algo que foi criado por Bolsonaro, esse gabinete do ódio”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ricardo Coutinho ainda afirmou que sua posição política está definida, embora não tenha indicado destino eleitoral, e criticou a forma como tem sido tratado por adversários. “Se reuniam todo dia para espalhar coisas que não eram verdadeiras. Só que comigo isso não pega, porque eu tenho moral para falar das coisas. Eu tenho uma caminhada dentro deste Estado. Então, a minha decisão está dada, não sei para onde eu vou, porém eu não voto num governo que montou um gabinete do ódio, que vem desde João Azevêdo”, afirmou, citando o ex-governador João Azevêdo (PSB).

Ele também contestou informações sobre supostos alinhamentos políticos e afirmou que há contradições nas articulações locais. “Querem o apoio, querem os votos, mas ao mesmo tempo me atacam, dizendo que eu já teria decidido apoiar Lucas, o que não é verdade, e nem o PT nacional também, e me atacam dizendo que eu sou responsável pelo PPP”, disse.

A declaração ocorre em meio às articulações políticas envolvendo diferentes grupos na Paraíba, com reposicionamentos e debates sobre alianças visando os próximos ciclos eleitorais.

 

 Por Lucas Duarte / Fonte83

 

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