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O nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecido como Tuca, assessor da Câmara dos Deputados que atuava diretamente na articulação e operacionalização de emendas parlamentares.

O aparelho foi apreendido pela Polícia Federal durante uma investigação que tramita sob sigilo e busca esclarecedora como funcionava a distribuição de bilhões de reais em emendas de comissão dentro da Câmara. Entre os nomes que aparecem no material desenvolvido pelos investigadores estão figuras poderosas da política nacional, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

A presença de Aguinaldo nas anotações ganha ainda mais relevância diante do volume de recursos controlados pelo parlamentar paraibano. Em 2024, ele foi o segundo deputado federal que mais recebeu recursos de emendas de comissão em todo o país, com R$ 102 milhões, ficando atrás apenas de Arthur Lira, então presidente da Câmara, que concentrou R$ 255,3 milhões.

Os R$ 102 milhões são apenas de emendas de comissão e não incluem emendas individuais ou recursos da bancada estadual destinadas pelo parlamentar. Aguinaldo recebeu o montante após atuar como relator da reforma tributária, uma das principais questões aprovadas pelo Congresso nos últimos anos.

A investigação ganhou força após a PF acessar mensagens, planilhas e anotações armazenadas no telefone de Tuca. Os pesquisadores apuraram a existência de um núcleo informal de decisões que influenciaram a indicação e o direcionamento das emendas, inclusive com a participação de pessoas que não exerceram mandato parlamentar.

Um relatório da Polícia Federal atribuiu, por exemplo, a Valdemar Costa Neto uma indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024. O valor supera o destinado a 512 dos 513 deputados federais, embora Valdemar não ocupasse cadeira no Congresso. Apenas Arthur Lira controlou uma quantidade maior.

Até o momento, a simples presença do nome de Aguinaldo Ribeiro nas anotações não significa que o deputado tenha cometido alguma irregularidade. O conteúdo integral do celular e o contexto exato das referências permanecem sob sigilo. A descoberta, no entanto, coloca o parlamentar paraibano no centro de uma investigação que tenta revelar quem realmente comandava e como eram distribuídas as milionárias emendas de comissão na Câmara Federal.

 

Por Poder PB  

 

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