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Conmebol rejeita ação do Flamengo e mantém Estudiantes na final da Libertadores

A Comissão Disciplinar da Conmebol anunciou nesta quarta-feira que negou o recurso movido pelo Flamengo e confirmou o Estudiantes na final da Libertadores contra o Palmeiras no dia 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai. O clube brasileiro pedia os pontos da partida no Maracanã na semifinal por causa de uma suposta escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo no time argentino.

A diretoria rubro-negra ainda aguarda o julgamento na Corte Arbitral do Esporte (CAS), o tribunal da Fifa, em um processo mais demorado. E também pode recorrer da decisão da Conmebol na Comissão de Apelações da confederação sul-americana, dentro do prazo de sete dias e mediante pagamento de uma taxa de US$ 3 mil (R$ 16 mil).

 

Recurso negado do Flamengo na Comissão Disciplinar da Conmebol — Foto: Reprodução

Recurso negado do Flamengo na Comissão Disciplinar da Conmebol — Foto: Reprodução

 

O Estudiantes também se manifestou nas redes sociais e comemorou a decisão. Com o encerramento do caso, a Conmebol já discute com Estudiantes e Palmeiras o início da abertura da venda de ingressos.

"O Club Estudiantes de La Plata informa que a Comissão Disciplinar da CONMEBOL resolveu rejeitar integralmente a reclamação apresentada pelo Flamengo em relação à suposta escalação irregular de Marcos Rojo na semifinal da Copa CONMEBOL Libertadores 2026, assim como seu pedido de medidas cautelares.

Nos vemos no dia 28, família!"

 

O Flamengo se baseava em alguns precedentes da Conmebol para casos de jogadores irregulares, entre eles dois episódios envolvendo clubes brasileiros: o Santos em 2018, que foi eliminado nas oitavas de final após ter escalado o meia Carlos Sánchez; e a Chapecoense, que acabou sem chances de passar da fase de grupos ao perder os pontos pela escalação do zagueiro Luiz Otávio.

 

Entenda o caso

Eliminado nos pênaltis na semifinal da Libertadores após um 0 a 0 no Maracanã (veja os lances no vídeo abaixo), o Flamengo foi incluído como parte do processo do Estudiantes na Corte Arbitral do Esporte (CAS) para a liberação de Marcos Rojo na véspera do confronto de volta, no Maracanã. Por isso, avisou que se o jogador fosse escalado iria reivindicar os pontos da partida.

O clube argentino entrou em campo ciente da possibilidade. Rojo estava no Racing e teve uma transferência conturbada, rompendo relações com o presidente Diego Milito. O Estudiantes, desesperado porque perdeu dois titulares da defesa (Pirez e Tomás Palacios), suspensos para o primeiro jogo da semifinal, pagou US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para concluir a contratação. Além de assumir bônus de mais US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) se conseguisse a classificação para a final e de US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) em caso de título.

Rojo, porém, foi contratado após o fim da janela de transferências na Argentina. A Associação de Futebol Argentino (AFA) permitiu sua inscrição no campeonato nacional no lugar do lesionado Gabriel Neves. A Conmebol, por outro lado, rejeitou por duas vezes a inscrição na Libertadores, o que levou o Estudiantes a recorrer ao CAS, que é o tribunal da Fifa, para escalar o reforço no Maracanã. Ele foi titular na lateral esquerda na partida.

O artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol diz que, em caso de escalação indevida de um jogador, "qualquer equipe cuja responsabilidade se determina o resultado de uma partida, será considerada perdedora desse encontro por 3 a 0".

 

Por Redação do ge — Rio de Janeiro

 

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