
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) instaurou um Inquérito Civil para apurar a crescente diminuição do quadro de policiais da Delegacia de Polícia Federal de Campina Grande. A portaria foi publicada na edição desta segunda-feira (1º) do Diário do MPF.
O MPF vai acompanhar as medidas gerenciais adotadas pela Superintendência Regional de Polícia Federal na Paraíba para repor as vagas existentes e assegurar a continuidade e regularidade na tramitação dos inquéritos policiais. O inquérito foi instaurado pela procuradora da República Acácia Soares Peixoto Suassuna, após instrução do Procedimento Preparatório nº 1.24.001.000029/2018-21.
A pouca quantidade de agentes da Polícia Federal não é um problema somente em Campina Grande, mas em toda a Paraíba e até mesmo em todo o país, de acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado da Paraíba (SINPEF/PB), Williams Carneiro Rodrigues da Silva, em entrevista ao ClickPB. Este déficit faz com que algumas áreas sejam prejudicadas devido às prioridades.
“Há uma lentidão da investigação porque precisa de mais policiais”, comenta Williams, declarando ainda que “se você tira de um lado para cobrir o outro, é aquele lençol curto, que um lado sempre vai ficar descoberto”. Apesar de constatar uma lentidão nas investigações, o presidente do sindicato afirma que elas têm andado, mas respeitando as prioridades. “As mais importantes são feitas primeiro. Está se priorizando as mais importantes por conta da falta de pessoal”, explicou.
De acordo com Williams, o problema de lotação existe há muito tempo e acontece por falta de interesse do Governo Federal em sanar a questão. Existe a previsão de realização de concurso público para o ano de 2019. O presidente do sindicato falou ainda que “nas fronteiras temos déficit de pessoal, é público isso. Mas vamos esperar a boa vontade do governo”.
CLICKPB