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Leptospirose matou 14 pessoas nos últimos cinco anos no Estado

Dados da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental, aponta que nos últimos cinco anos a Paraíba registrou 76 casos da leptospirose e 14 mortes. No período de janeiro a dezembro do ano passado foram registrados 13 casos da doença no Estado, sendo as maiores incidências ocorridas nas zonas ribeirinhas e áreas propensas a enchentes e inundações que propicia para o surgimento de ratos nas residências, principalmente quando há lixo e entulhos por perto.

Conforme o coordenador do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses do município, Nilton Guedes, o órgão realiza um trabalho de prevenção permanente e de combate com a população para se livrar desses animais já que no período chuvoso fica impossível o combate com raticidas ou inseticidas. “As fortes chuvas e os alagamentos fazem com que esses animais se proliferem, principalmente os escorpiões e ratos que saem dos bueiros em busca de abrigo e lugar seco, e são exatamente neste momento que eles aparecem dentro das casas”, alertou.

“As últimas chuvas na capital ajudam na proliferação de insetos e ratos. Cuidados especiais devem ser tomados pela população em suas residências. Nesse período os trabalhos de combate através do veneno não podem ser realizados por conta da água das chuvas. É importante que a população feche frestas, buracos e ralos, usem telas de proteção e mantenham o quintal sempre limpo e com a grama aparada.” Ele orienta a população a ficar atenta ao tripé de sintomas, que são a dor de cabeça, febre e dores musculares (principalmente na "batata" da perna).

A transmissão da leptospirose é feita no homem através da urina de ratos (ou bois, porcos, cavalos e até cães) infectados. Nos períodos chuvosos – onde aumenta a possibilidade de enchentes e inundações - a urina do animal pode se misturar com a água da chuva (nos esgotos, ruas da cidade e até em poças d'água) e contaminar as pessoas. A principal maneira de prevenção e evitar contato com águas de enchentes e inundações; e, quando for inevitável, lavar as áreas do corpo com água e sabão ou água sanitária.

Já o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, orienta a população que, quando ocorrer algum acidente, caso consiga capturar o animal que o picou, leve-o imediatamente ao órgão ou entre em contato imediato com o Ceatox.

 

PBAGORA