
Os órgãos responsáveis por suprir as reivindicações dos caminhoneiros que transportam combustíveis na Paraíba ainda não entraram em negociação com a categoria.
Nesta sexta-feira (08), o presidente do Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entregas do Estado da Paraíba (SINDMAE-PB), Marcos Antonio, revelou que houve uma reunião com a entidade responsável, mas sem propostas para o fim da greve.
De acordo com Marcos, o sindicato está esperando que o Ministério Público Federal entre em contato com a classe para intermediar o entendimento entre as partes. Para ele, é preciso que isso aconteça logo para que a população não fique prejudicada.
“Já está faltando combustível em vários postos de todo o estado e eles continuam sem negociar com a gente, enquanto isso, continua tudo parado”, disse.
Sem solução – A categoria está reivindicando a aprovação do PL 528, da aposentadoria especial para motorista, além do corte no orçamento da PRF e a volta do centro de apoio ao caminhoneiro. Por conta disso, nós devemos ficar o dia inteiro por lá. Só vamos sair às 17h por conta de possíveis assaltos na região”, afirmou.
Em agosto, a categoria fez um protesto semelhante na BR-101, porém como não conseguiu êxito, decidiram voltar a fechar as vias.
O Sindicato da categoria estima que 21 mil trabalhadores atuem diretamente na distribuição de combustível no estado. O sindicalista acredita que o reflexo da paralisação pode ser sentido a partir desta quarta-feira com a falta do produto nas bambas de combustíveis. “Só vamos retornar às nossas atividades quando no demanda (melhores condições de trabalho) for atendida”, declarou.
Ontem a presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Timóteo, acusou a empresa TECAB - responsável pela mistura do álcool anidro com a gasolina – de ter criado o problema e pediu que o Ministério Público e Agência Nacional do Petróleo (ANP) investiguem a denúncia dos caminhoneiros, entre as quais, a diferença no aferimento entre o Porto de Suape e a TECAB.
Em Cabedelo – O protesto de caminhoneiros no Porto de Cabedelo já dura quatro dias e ainda não há previsão de término. Enquanto isso o abastecimento em João Pessoa e no restante da Paraíba segue comprometido. A manifestação acontece desde a última terça-feira (05).
Entre as principais reivindicações da categoria está a construção de um pátio para estacionamento dos caminhões com espaço para descanso e banheiro.
Outra reivindicação é uma fiscalização na balança que pesa o combustível, levando em consideração que os profissionais desconfiam que as cargas estão com peso abaixo do repassado.
Yves Feitosa