• (83) 9 9963.2121
Quinta-Feira, 8 de Outubro de 2026 | |
... 0°C 0°C

Ex-presidente da FPF, Rosilene Gomes, é condenada a cinco anos de prisão

A ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Rosilene Gomes, foi condenada a cinco anos e 50 dias de prisão em regime semiaberto. A sentença do juiz Geraldo Emílio Porto, da 7ª Vara Criminal de João Pessoa, no dia 11 de janeiro e divulgada apenas nesta quarta-feira, aponta para "furto duplamente qualificado (abuso de confiança e concurso de pessoas) por desvio de 15 mil reais em materiais esportivos enviados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à entidade".

Os materiais esportivos foram destinados em 2014 pela CBF para FPF, como bolas, meiões e calções, que seriam destinados aos clubes amadores da Paraíba. As entregas dos utensílios foram comprovadas pelos depoimentos das testemunhas, mas até hoje nunca foram encontrados.

Outro acusado do processo é Antônio Alves Gonçalves (Toinho), secretário da FPF na época. No depoimento, ele confessou que recebeu o material e guardou, inicialmente em sua sala, mas depois a ex-presidente mandou que retirasse os objetos da caixa e colasse em sacos plásticos pretos e depois levasse para a fábrica de artigos esportivos da ex-presidente. O réu disse que obedeceu "as ordens de Rosilene, pois ela lhe dizia que estava voltando para o comando da Federação". O ex-funcionário da FPF foi condenado em regime aberto a quatro anos e 40 dias de prisão.

 

Advogado de Rosilene sai em defesa

A reportagem tentou entrar em contato com Rosilene Gomes por telefone, mas o filho dela, Tairone Gomes, foi quem atendeu às ligações e pediu para falar com Gilvan Freire, advogado da ex-presidente. De acordo ele, a antiga comandante da FPF recebeu a notícia com supresa e disse que vai recorrer da decisão.

Gilvan Freire culpou o ex-secretário Antônio Alves Gonçalves pelo suposto desvio dos materiais enviados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

- A pessoa que praticou o fato era um secretário da FPF desde os tempos dela. Ele (Antônio Alves Gonçalves) continuou prestando serviço para a Junta Administrativa. Ele quem recebia esses materiais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Recebia e distribuia. Tinha um documento dele junto aos Correios como foram entregues. Ele disse que tinha entregue a Rosilene, que estava fora da FPF - completou Gilvan Freire.

Rosilene Gomes esteve 25 anos à frente da entidade que gere o futebol da Paraíba. Esposa de Juraci Pedro Gomes, presidente da FPF de 1979 a 1985, ela entrou na entidade em 1989, depois de vencer uma eleição conturbada contra o hoje deputado estadual João Gonçalves. Em 2014, Rosilene foi destituída da Federação por decisão judicial.

 

Ex-secretário da FPF rebate

Em depoimento, Antônio Alves Gonçalves esclareceu: "Rosilene mandou que ele o acondicionasse na sala da escola dos árbitros, pois ela mandaria uns sacos pretos para que fossem retirados de lá e encaminhados para ela". A sentença do juiz explica que o ex-secretário "permaneceu obedecendo as ordens da ré".

 

 

Por Lucas Barros, João Pessoa

Globoesporte.com/PB