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Médicos vão parar atividades se unidades não tiverem segurança, alerta sindicato

O Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SIMED-PB) encaminhou na última sexta-feira (2) ofícios a órgãos públicos para cobrar ações contra a violência e insegurança em ambiente de trabalho dos médicos. Também foi anunciada uma campanha para que os médicos não trabalhem em situações de insegurança, após a ocorrência na UPA Oceania, em João Pessoa.

Foram enviados ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), à Secretaria de Saúde de João Pessoa, ao Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Confira aqui.

De acordo com o presidente do SIMED, Adriano Sérgio Freire Meira, "estamos iniciando uma campanha para alertar a população que o trabalho médico é essencial e vital."

O presidente disse que os médicos não são culpados pelo "caos na saúde."

"O caos na saúde é fruto de políticas públicas inadequadas que levam a filas, levam a mal atendimento e precariedade no serviço", explicou o presidente do SIMED. "Vamos iniciar uma campanha bastante forte para que não trabalhem em ambiente sem segurança."

Na noite do último dia 29, um homem agrediu com socos e chutes um médico que trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Retão de Manaíra, no Jardim Oceania, em João Pessoa. O homem ficou revoltado porque a avó, a quem ele estava acompanhando, não foi considerada em estado de risco e haveria demora no atendimento.