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Terça-Feira, 14 de Julho de 2026 | |
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Um “jogo” vem causando medo e alerta na população e nas autoridades policiais do mundo inteiro, por causa de desafios propostos em que levam crianças e adolescentes ao suicídio.

O Blue Whale ou Baleia Azul, como é mais conhecido, chegou ao Brasil e já fez vítimas.

O “jogo” é uma sequência de cinquenta tarefas propostos por um curador, através das redes sociais, em que orienta a vítima a ouvir músicas psicodélicas, a se automutilar e por fim tirar a própria vida.

A delegada de Crimes Contra a Infância e Juventude, Alba Tânia, alertou a população sobre o “jogo da Baleia Azul”. Em entrevista à Rádio Correio FM, nesta segunda-feira, 24, Tânia afirmou que os principais alvos dos ‘curadores’ do desafio, que é realizado através das redes sociais, são crianças e adolescentes com um histórico de depressão e vulnerabilidade.

– Essas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com histórico de depressão e solidão, estão sendo escolhidas para participar desse jogo. Pelo que já vem sendo apurado, esses adolescentes são convidados a participar de grupos nas redes sociais e nesses grupos eles têm missões impostas até chegarem na missão última, que é o suicídio. Eles passam desde missões insignificantes, até missões repugnantes como a automutilação, chegando à missão máxima, que é a “eliminação” – explicou.

Em Campina Grande, a delegada afirmou que a polícia foi procurada por alguns pais, que desconfiam que os filhos estejam participando do jogo, bem como uma tentativa de suicídio.

– Nós tivemos alguns pais que nos procuraram por desconfiarem que os filhos estariam participando do jogo, pois se automutilaram. Houve também uma denúncia de tentativa de suicídio que talvez esteja relacionado ao jogo. Mas, ainda não há a confirmação da relação desses fatos com o jogo – ponderou.



Psicólogo - O psicólogo Rossandro Klinjey disse que a falta de vigilância dos pais, que não sabem o que os filhos acessam na internet, tem contribuído para a vulnerabilidade das vítimas do “jogo Baleia Azul”.

Rossandro revelou que o jogo é uma verdadeira “bomba” que junta vítimas vulneráveis e a mente doentia de quem criou os desafios.

– O que temos hoje é uma omissão dos pais, que não tem o mínimo de vigilância com seus filhos. Crianças e adolescentes precisam que seus pais saibam onde eles estão indo e o que estão fazendo. Junta a mente desequilibrada de quem criou o jogo com a vulnerabilidade de quem joga, e aí temos uma bomba. Digo que uma criança em casa com acesso a internet é mais perigoso do que ela fora de casa – alertou.

Rossandro apontou também a série 13 Reasons Why, exibida na Netflix, que tem alertado sobre a prática do suicídio.


PB Agora