• (83) 9 9963.2121
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2026 | |
... 0°C 0°C

A paraibana Claudinéia dos Santos Melo, grávida de 9 meses que foi baleada com o filho ainda no útero, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, recebeu alta médica no fim da manhã desta quinta-feira (6). Por volta das 12h45, ela deixou o Hospital Moacir do Carmo, acompanhada de familiares.

O bebê Artur permanece internado em estado gravíssimo no hospital Adão Pereira Nunes, o hospital de Saracuruna, em Caxias. "Não consigo nem explicar", disse Claudinéia sobre a situação do filho recém-nascido. Questionada sobre o que mais queria fazer, respondeu: "Tocá-lo".

A mulher estava grávida de nove meses quando foi atingida por uma bala perdida na Favela do Lixão. A criança nasceu após uma cesariana de emergência.

O disparo, que deixou o bebê paraplégico, também arrancou um pedaço da orelha dele e criou um coágulo na cabeça. O tiro atravessou o quadril da mãe e atingiu a criança - perfurando os pulmões e provocando uma lesão na coluna. O bebê, no entanto, pode recuperar os movimentos.

"Não temos como medir a capacidade de evolução desta criança no momento. Devemos agora manter o suporte à vida e aguardar. Quanto à paraplegia, é um quadro que pode até se reverter, caso não haja lesão medular", explicou o neurologista Eduardo França.

"Nesse momento, trata-se de uma criança muito grave, com ventilação mecânica, o que tem que fazer é o suporte à vida. A gente não pode mensurar a capacidade de uma criança em evoluir", acrescentou o médico.

 

Por G1