
Cinco propriedades rurais de Mato Grosso do Sul notificaram mortes de bovinos causadas pelo frio dos últimos dias no estado. Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), ao todo foram registradas 83 mortes desses animais.
Desse total, 74 bois são de quatro propriedades localizadas em Nova Andradina, e 9, de uma fazenda em Angélica.
Desde o início do mês de maio Mato Grosso do Sul vem enfrentando ondas de frio e as temperaturas no estado chegaram a ficar abaixo dos 7ºC, com sensação de 0ºC.
Conforme o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, os proprietários rurais precisam se atentar nos dias mais frios e dar condições para que os animais possam buscar abrigo.
"Não deixe os seus animais em campos abertos, é preciso que eles estejam minimamente protegidos por árvores, bosques ou capão de mato onde ele possa se esconder. No frio, vem a chuva e o vento e realmente é um problema sério", reforça Ingold.
Em casos de morte de bovinos por hipotermia, conforme destaca o diretor-presidente, não há indenização a ser paga por parte do Estado, já que os cuidados são de responsabilidade dos produtores.
Nota técnica
De acordo com a Iagro, em 2025 não houve registro de mortes de bovinos por hipotermia. Diante do cenário da onda de frio em 2026, a agência decidiu orientar os produtores para evitar as mortes.
Em nota técnica, a Iagro enfatiza as medidas para proteger e dar "conforto térmico aos animais":
- Recolher os animais em piquetes com capões de mata, que sirvam de proteção contra os ventos frios e a exposição às baixas temperaturas;
- Recolher os animais em piquetes com barreiras naturais ou artificiais que auxiliem na redução das correntes de ar frio;
- Evitar manter os animais em invernadas próximas a corpos d’água;
- Abrigar os animais debilitados ou mais sensíveis em piquetes ou currais próximos, de forma a facilitar a assistência e o manejo;
- Promover alimentação suplementar ao rebanho, por meio do fornecimento de forragens, volumosos ou concentrados, a fim de manter os animais adequadamente alimentados durante os períodos de baixas temperaturas, compensando a redução da disponibilidade de pastagens e auxiliando na recuperação dos animais submetidos ao estresse fisiológico ocasionado pelo frio.
Por Loraine França, Alex Mendes, g1 MS e TV Morena — Mato Grosso do Sul
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