
O mundo vai conhecer nesta segunda-feira quem foi o melhor jogador da última temporada com a chancela da entidade máxima do futebol. O Fifa The Best será entregue a Van Dijk, Messi ou Cristiano Ronaldo em cerimônia no Teatro alla Scala, em Milão, na Itália, a partir das 14h (de Brasília)
A festa será guiada por Ruud Gullit, ex-jogador holandês e ídolo do Milan, e Ilaria D’Amico, famosa apresentadora italiana do canal “Sky Sport”. E vai premiar, obviamente, outros tantos vencedores ao longo da noite, incluindo a melhor jogadora, os melhores treinadores (categoria masculina e feminina) e o golaço do ano (Puskás).
Messi concorre em duas vias. O craque do Barcelona busca o inédito Prêmio Puskás pela obra-prima por cobertura anotada contra o Betis e o que seria o seu sexto título de melhor do mundo.
Desde 2007, ele e/ou Cristiano Ronaldo figuraram entre os três primeiros em todas as edições. O português ficou fora do pódio em 2010, e o argentino, em 2018, quando o croata Modric acabou com a sequência de 10 anos da dupla no lugar mais alto.
Pontos fortes
Van Dijk é uma séria ameaça a repetir tal feito. O holandês chega com certo favoritismo depois de ter sido eleito o melhor jogador do ano para a Uefa, numa eleição com critérios distintos da Fifa, mas ainda assim com quase 100 pontos de vantagem para Messi, o segundo colocado. Seria o segundo zagueiro a ganhar o prêmio após o italiano Fabio Cannavaro em 2006.
Um dos destaques do Liverpool, Van Dijk ganhou a Liga dos Campeões, foi vice da Liga das Nações com a Holanda e acabou escolhido o melhor jogador do renomadíssimo Campeonato Inglês. Ele ainda ficou incríveis 65 jogos seguidos sem ter sido driblado em campo – sequência que acabou em agosto.
Messi tem os números a seu favor. Ninguém marcou tantos gols quanto ele – e talvez como ele. Foram 54 em 56 jogos (média de 0,96), além de contribuir com 19 assistências por Barcelona e Argentina. No Espanhol, foram 36 gols, o que lhe rendeu a sexta Chuteira de Ouro na carreira. Na Liga dos Campeões, 12 – também foi o artilheiro.
Até a volta da semifinal da Champions, inclusive, a sensação era de que o prêmio seria barbada tamanho era o nível de atuações. Mas o Barcelona acabou eliminado para o Liverpool, foi vice da Copa do Rei e ganhou “apenas” o Espanhol. Na Copa América, o camisa 10 não foi bem e viu sua seleção acabar em terceiro.
Cristiano Ronaldo é o azarão do dia. Considerado por muitos um injustiçado na premiação passada, o craque português tem poucos argumentos para convencer os jurados. Pela Juventus, onde ganhou o Italiano e a Supercopa, foram 43 jogos e 28 gols – 21 na Série A, onde terminou em quarto na artilharia. E mais 10 assistências.
Por Portugal, quatro jogos e três gols, todos eles na semifinal da Liga das Nações contra a Suíça. Sua seleção seria campeã na decisão diante da Holanda.
Rapinoe, favorita entre as mulheres
Entre as mulheres, duas americanas e uma inglesa concorrem ao prêmio em que a brasileira Marta é recordista, com seis conquistas. A favorita Megan Rapinoe, campeã, artilheira e melhor jogadora da Copa do Mundo, disputa com a compatriota Alex Morgan e a britânica Lucy Bronze. Entre as goleiras, as finalistas são a chilena Christiane Endler, a holandesa Sari Van Veenendaal e a sueca Hedvig Lindahl.
Na categoria de técnicos de equipes femininas, duas mulheres disputam com um homem. A favorita é Jill Ellis, bicampeã da Copa do Mundo à frente dos Estados Unidos. Disputa com a holandesa Sarina Wiegman, da seleção de seu país, e Phil Neville, comandante do English Team.
No masculino, a disputa de treinadores é na Premier League. A tendência é que Jürgen Klopp, do Liverpool, seja o premiado à frente de Pep Guardiola, do Manchester City, e Mauricio Pochettino, do Tottenham. O alemão venceu a Liga dos Campeões em final contra o argentino, enquanto o catalão faturou todos os títulos nacionais possíveis.
O Brasil deve ser coroado entre os melhores goleiros masculinos, afinal, Alisson, do Liverpool, e Ederson, do Manchester City, estão entre os indicados com o alemão Ter Stegen, do Barcelona. Alisson é o favorito.
E o Puskás?
No Puskás, três grandes candidatos em diferentes estilos. O húngaro Daniel Zsóri anotou uma bicicleta pelo Debreceni; o colombiano Juan Quintero fez um lindo gol de falta com pouco ângulo pelo River Plate; e o argentino Messi encobriu o goleiro do Betis pelo Barcelona.
Outras premiações:
- Seleção masculina do ano da FIFA FIFPro: Alisson, Ederson, Daniel Alves, Marcelo, Alex Sandro, Thiago Silva, Casemiro, Arthur, Firmino e Neymar concorrem.
- Seleção feminina do ano da FIFA FIFPro: Andressa Alves, Formiga e Marta concorrem.
- Fifa Fan Award: o Brasil tem representante no prêmio dedicado aos torcedores. É Silvia Grecco, mãe do palmeirense Nickollas que narra as partidas para o filho deficiente visual. Ela concorre com Justo Sánchez, uruguaio fã do Cerro que passou a acompanhar os jogos do rival Rampla Juniors em homenagem ao filho falecido. Ambas as histórias foram contadas pelo Grupo Globo e disputam com os holandeses, pela festa na Copa do Mundo Feminina.
- Fifa Fair Play Award: reconhecimento ao comportamento exemplar que promove o espírito fair play no mundo do futebol. Em 2018, o atacante alemão Lennart Thy, do VVV-Venlo, venceu o prêmio depois de perder um jogo de sua equipe devido a uma doação de sangue para possibilitar um transplante de células-tronco para um paciente com leucemia.
Formato da premiação
Os 10 indicados inicialmente aos prêmios de melhores das categorias de jogadores e técnicos foram apontados por um painel especialistas, tendo como base o trabalho mostrado entre 16 de julho de 2018 e 19 de julho de 2019. O grupo foi formado por ex-jogadores e técnicos: Kaká (Brasil), Xavi (Espanha), Juan Sebastián Verón (Argentina), Franco Baresi (Itália), Cha Bumkun (Coreia do Sul), Fabio Capello (Itália), Ricki Herbert (Nova Zelândia), Lothar Matthäus (Alemanha), Francisco Maturana (Colômbia) e Hugo Sánchez (México).
Os candidatos passaram depois por um processo de votação popular no site da Fifa, paralelamente a uma eleição entre jornalistas de cada país filiado à entidade, além dos treinadores e capitães das seleções. No pleito, cada um indicou três candidatos, em ordem de preferência: 1º, 2º e 3º colocado. O primeiro levou cinco pontos; o segundo, três; e o terceiro, um. Os que somaram mais aparecem no trio finalista.
Na categoria de goleiro, a escolha é exclusivamente feita por especialistas. Os finalistas foram indicados até dia 28 de julho e só foram conhecidos nesta segunda-feira, dia 2 de setembro. Agora, um painel formado por goleiros e atacantes, escolhidos pela Fifa, vai eleger o ganhador.
O Prêmio Puskás também tem regras diferentes, ainda passa por outro filtro. Os três finalistas são avaliados por um painel do Fifa Legends, entre ex-jogadores e técnicos: Ann Kristin Aarones (Noruega), Brandi Chastain (Estados Unidos), Han Duan (China), Miroslav Klose (Alemanha), Michael Owen (Inglaterra), Patrizia Panico (Itália), Ronaldo (Brasil), Yaya Touré (Costa do Marfim) e Christian Vieri (Itália).
No Fifa Fan Award, a votação para escolha do ganhador é pelo público, no site da entidade, aberta até meados da cerimônia.
Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro