
Um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela e foi sentido em Caracas. Prédios desabaram na capital do país, e autoridades confirmaram mortes.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) reportou dois tremores com epicentros separados por cerca de 5 km de distância, um de magnitude 7,2 e outro de 7,5.
O USGS projeta que possa haver milhares de mortos: "É provável que haja um elevado número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado".
O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital, a uma profundidade de 13 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O tremor também foi sentido em diversos locais da região Norte do Brasil, como Manaus, em Belém do Pará, no Amapá e em Roraima, onde os moradores também deixaram alguns prédios.
"Alguns prédios vieram abaixo (em Caracas) e casas desabaram", disse o ministro do Interior, Diosdado Cabello, na televisão estatal. Ele não apresentou estimativas iniciais de mortos ou feridos e afirmou que protocolos estavam sendo seguidos para obter mais informações.
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o maior do país, também foi afetado.
Alertas de tsunami foram emitidos para ilhas do Caribe, mas posteriormente retirados.
Um outro terremoto, de magnitude 6,9 também atingiu a principal ilha do Japão, Honshu.
Segundo relatos da agência Reuters, moradores de Caracas correram para evacuar os prédios enquanto o terremoto sacudia as construções. Uma testemunha relatou que rachaduras surgiram na fachada de seu edifício.
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Imagem de um prédio do Bancaribe que desabou após um terremoto em Caracas em 24 de junho de 2026 — Foto: Juan Barreto/AFP
Muitos venezuelanos estavam em casa quando o terremoto ocorreu, celebrando um feriado que comemora uma vitória militar de 1821, a qual garantiu a independência da Venezuela em relação à Espanha.
O terremoto foi seguido por diversos tremores secundários sentidos até em partes do território colombiano.
Caracas havia sofrido um grande terremoto pela última vez em 29 de julho de 1967, de magnitude 6,6, que deixou entre 225 e 300 mortos, segundo estimativas da época, e mais de 1.500 feridos.
Por Redação g1
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