
O árbitro Éder Caxias teve o carro arranhado neste domingo enquanto trabalhava no jogo entre Nacional de Patos e Atlético de Cajazeiras, no estádio José Cavalcanti, no Sertão da Paraíba. O Trovão Azul venceu por 2 a 0 o duelo válido pelo quadrangular do rebaixamento do Estadual. Ao chegar no veículo para deixar o local da partida, o árbitro se deparou com a situação e lamentou o fato.
Éder Caxias explicou que não existiam motivos para o ato de vandalismo - que ele acredita ter sido praticado por torcedores - já que, na sua opinião, a arbitragem não teve interferência no resultado. Antes do jogo, o árbitro chegou a procurar algum local mais distante do estádio para deixar o veículo, mas não encontrou.
- Por falta de alternativa, tive que colocar dentro, ao lado da casa do administrador do estádio. Já tinha trabalhado outras vezes no José Cavalcanti e nunca tive problemas, mas temos receio de acontecer algo parecido. Quando terminou o jogo, pedi uma atenção maior do policiamento em relação ao carro, que poderia acontecer algo depois do resultado do jogo. A arbitragem não influenciou em absolutamente nada. Não teve nenhum lance polêmico. O resultado aconteceu naturalmente. Atribuir a nós o resultado com essa atitude me deixa chocado. Lamentável. É um bem que você rala demais para conseguir. Já fui para outras cidades da Paraíba e nunca aconteceu algo parecido. Atribuo isso somente ao torcedor, não tem outra forma. Sei nem se podemos chamar de torcedor - disse Éder Caxias.
Logo após deixar o estádio José Cavalcanti, ele fez um boletim de ocorrência em uma delegacia de Patos. Éder Caxias vai pedir ao Nacional de Patos, clube mandante do confronto, o ressarcimento pelos danos materias causados no veículo.
- Espero que tenha alguma punição severa em relação a isso: o clube mandar jogos com portões fechados por duas rodadas, algo desse tipo. Não vou deixar barato. Coloquei na súmula, vou entrar com uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado e fiz um boletim de ocorrência. Vou entrar também na esfera civil, pedindo não só o dano material, mas também moral e a depreciação do carro por ter um valor considerável. Vou ter que pintar a lateral e não vai passar a valer aquilo que o veículo vale - concluiu.
Por Lucas Barros, João Pessoa