
Um erro de cálculo do governo na elaboração do Orçamento de 2020 aumentou o fundo eleitoral no ano que vem em R$ 671 milhões, para R$ 2,5 bilhões . O valor correto seria de R$ 1,87 bilhão. O fundo eleitoral será utilizado para financiamento das eleições municipais. O erro foi apontado pelo líder do Novo na Câmara dos Deputados, Marcel Van Hattem (RS). O governo já reconheceu o erro e irá enviar uma retificação ao Congresso, segundo Van Hattem.
No ofício enviado pela Receita Federal, foram somados os valores da compensação fiscal de propagandas partidárias em 2017 e de propagandas eleitorais em 2016, embora a lei determine que apenas propagandas partidárias devam ser consideradas, de acordo com o Novo.
No Congresso, o erro foi visto por parlamentares ligados ao governo como uma "confusão", que estaria irritando o articulador político do Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo (Segov), Luiz Eduardo Ramos.
A deputada federal Joice Hasslemann (PSL-SP) disse não saber se o Ministério da Economia vai enviar uma retificação do projeto.
— Não tem nenhuma decisão sobre isso não — disse.
Decidido a votar contra o aumento do fundo eleitoral, o PSL na Câmara vai pedir destaques e votação nominal, para que quem quiser aprovar a medida deixe suas "digitais" na iniciativa.
O GLOBO