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Sábado, 4 de Julho de 2026 | |
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O material enviado por uma fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisado pelo site e pela Folha de São Paulo trouxe novas revelações desta vez a respeito da fracassada tentativa de fechar um acordo de delação premiada na Lava Jato do ex-deputado e ex-presidente da Câmara federal, Eduardo Cunha (MDB-RJ).

O ex-parlamentar está preso há três anos e, de acordo com a Folha em matéria intitulada Em delação frustrada, Cunha citou 120 políticos e arrecadação milionária, a publicação mostra que a Lava Jato ignorou a delação taxando-a de superficial.

No material analisado pela folha, na delação de Cunha constaria que ele disse ter arrecadado R$ 270 milhões em um período de cinco anos para repartir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois.

A Folha contou também que, de acordo com as conversas vazadas ao The Intercept, Cunha fala da formação de um grupo de dezenas de deputados ue o elegeu ao Comando da Casa em 2015.

Entre os principais alvos dos relatos estão o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (MDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido).

Em julho, a revista Veja e o Intercept mostraram diálogo em que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol discutem a possibilidade de delação do ex-deputado. Moro, então responsável pela Lava Jato no Paraná, diz que espera que os rumores a respeito “não procedam”. “Sou contra, como sabe”, afirmou.

De acordo com a Folha, a maior parte dos políticos mencionados na proposta de delação de Cunha seriam relacionados à articulação para formação do Blocão na Câmara, que engessou o governo de Dilma Rousseff e posteriormente levou ao impeachment da presidenta.

Cunha disse ter arrecadado mais de R$ 148 milhões no ano de 2014 listando como fontes desses recursos empreiteiras como a Odebrecht, “empresas de ônibus”, “montadoras de veículos”, a JBS, além de doações oficiais de bancos. São mencionadas como contrapartida aprovações de medidas de interesse desses grupos no Congresso.

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