
Não foram apenas trios elétricos, grandes artistas e foliões que passaram na última sexta-feira (06) pela Avenida Epitácio Pessoa, na abertura das prévias carnavalescas de João Pessoa. Policiais militares, civis e penais ocuparam a avenida, também, para protestar.
Mesmo sob chuva forte, centenas deles participaram de uma manifestação trazendo novidades na Paraíba. A mobilização foi a segunda registrada este ano.
As categorias reclamam do tratamento desigual dado pelo Governo entre setores da Polícia Civil. Os peritos dizem que a gestão João Azevêdo (PSB) descumpre uma lei que determina a paridade entre os relatórios deles e os delegados da Polícia Civil.
Já agentes e escrivães apresentam queixas semelhantes.
De acordo com a categoria, os policiais pleiteavam há tempos o pagamento através de subsídio, mas o benefício só foi concedido recentemente aos delegados - através de um acordo na Justiça.
O Governo anunciou um reajuste linear – para todos os servidores – de 10%. O percentual, contudo, não tem sido suficiente para conter as insatisfações na Segurança Pública.
No ano passado o aumento das forças de segurança foi de 20%. Apesar disso, as categorias continuam dizendo que estão melhorando um dos declínios do país.
Cenário de ovos
A gestão João Azevêdo evitou o debate. É que em ano eleitoral esses movimentos desgastaram a imagem dos gestores atuais, especificamente diretamente na disputa eleitoral de outubro. O cenário, porém, é de ampliação das manifestações.
Foi assim no ano passado, quando as forças de segurança realizaram protestos que cresceram na medida em que o Governo não compareceu aos pleitos.
O risco, nesse momento, é da mobilização que afeta os serviços oferecidos à população. Muitas crianças têm evitado os 'extras'. E o Governo, por enquanto, tem apenas assistido aos protestos. Com prévias indigestas em Epitácio Pessoa.
Por João Paulo Medeiros - JP Online
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