
O pontificado do Papa Leão XIV completa um ano nesta sexta-feira (8). Como marcas da gestão até aqui, Robert Prevost foi discreto, mas retomou tradições papais, falou em defesa dos imigrantes e contra as guerras, além de ter entrado em confronto com Donald Trump.
Escolhido em um Conclave marcado pela incerteza e a divisão da Igreja, o cardeal alçado ao posto por Francisco fez acenos a diferentes grupos da Cúria Romana. Ele retomou as vestes papais, com ornamentos e metais nobres – que eram rejeitadas pelo argentino Bergoglio -, além de voltar a morar no Palácio Apostólico, mantido frechado durante a administração do primeiro sul-americano como líder dos católicos.
Prevost também não manteve-se a sombra de Francisco em temas como imigração e as disputas geopolíticas. Ele direcionou a Igreja a atuar como mediadora na guerra entre Rússia e Ucrânia e tem criticado constantemente o conflito no Irã. Em falas mais recentes, repudiou a matança em Gaza e o abandono da região devastada por Israel.
A relação com o Estado Judeu sofreu abalos quando lideranças cristãs foram impedidas de realizar cerimônias da Páscoa – principal data no Cristianismo – na cidade de Belém, na Cisjordânia.
Leão XIV, que foi arcebispo em uma diocese no interior do Peru, também tem sido voz ativa e contundente no cuidado com os imigrantes. A rejeição ao aumento das dificuldades para aceitar populações vulneráveis levou a divergências com Donald Trump.
Levantamento da Sala Digital Band Google mostra que, nos últimos dez meses, o maior interesse de buscas ao papa foi justamente em abril, quando foi atacado pelo presidente americano. Chamado de “fraco” por Trump, o pontífice respondeu se colocando contra as tiranias. O ocupante da Casa Branca já disse que o papa deve a ele a própria eleição e utilizou uma imagem gerada por Inteligência Artificial para se colocar como um anjo e provocar Leão XIV.
Em temas mais sensíveis para a Igreja Católica, Leão XIV manteve uma postura mais aberta aos LGBTQIA+, em um alinhamento a Francisco, mas ele tem negado bençãos tradicionais a casais do mesmo sexo.
A participação de mulheres na Igreja continua sendo um dogma, mas o atual papa já colocou nomes femininos em cargos de administração da Curia.
Visto como um “pastor discreto”, o pontífice tem apostado em viagens para regiões em que o catolicismo registra taxas de crescimento. Recentemente, esteve na África e por dez dias visitou quatro países. O continente africano é a região com o maior número de novos convertidos. Também já esteve em nações da Ásia, foi à Turquia e ao Líbano na primeira viagem apostólica do mandato, mas ainda não visitou a terra natal e ainda não anunciou planos para vir ao Brasil.
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