
Após a visita do presidente nacional do PT, Edinho Silva, à Paraíba, a crise envolvendo a aliança entre PT, PP e Republicanos no estado ganhou repercussão nacional. O tema foi destaque em análise publicada pelo colunista Carlos Madeiro, do UOL, que detalhou os bastidores da tensão dentro da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026.
Segundo a publicação, um dos principais pontos de desgaste dentro do PT paraibano envolve a presença do prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na chapa governista. Nabor é apontado como possível candidato ao Senado ao lado do governador Lucas Ribeiro, do Progressistas.
Apesar de integrar uma base considerada próxima ao governo federal, Lula não deve apoiar o nome de Nabor para o Senado. De acordo com Edinho Silva, os candidatos do presidente na Paraíba para a disputa senatorial são João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo.
Outro fator que vem provocando resistência dentro do PT é a influência política da família Ribeiro. A senadora Daniella Ribeiro, mãe do governador Lucas Ribeiro, e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, tio do governador, causaram desconforto após votações no Congresso Nacional contrárias a interesses do Palácio do Planalto.
A situação se agravou após Daniella Ribeiro não declarar publicamente seu voto na sessão que rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Já Aguinaldo Ribeiro votou pela derrubada de veto do presidente Lula em outra pauta considerada importante pelo governo federal.
As movimentações provocaram reação de setores petistas. O ex-governador Ricardo Coutinho criticou aliados que, segundo ele, apoiam Lula no discurso, mas votam contra o governo em Brasília. Integrantes do partido chegaram a defender uma possível saída do PT da aliança com o PP na Paraíba.
Durante entrevista em João Pessoa, Edinho Silva afirmou que a direção nacional acompanha a situação e não descarta interferir no processo político local caso a aliança prejudique a estratégia nacional de reeleição de Lula. Apesar disso, reforçou que o diretório estadual possui autonomia para conduzir as negociações.
A matéria também destaca que Veneziano Vital, aliado histórico de Lula na Paraíba, vem mantendo posição crítica em relação ao apoio do PT paraibano ao governador Lucas Ribeiro. Nos bastidores, a disputa pela composição da chapa majoritária segue intensificando o clima de divisão dentro da base governista.
Com informações da coluna de Carlos Madeiro, do UOL.
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