A Paraíba está abaixo da meta de vacinação contra sarampo com apenas 17% do público alvo imunizado com a segunda dose da tríplice viral. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta sexta-feira (13).

O Boletim Epidemiológico nº 01/2022 de doenças enxantemáticas: sarampo e rubéola, traz dados dos cenários nacional e estadual em relação aos casos em investigação e informa sobre as estratégias de combate às doenças, que consistem principalmente na imunização. Até o último dia 30 de abril, foram notificados 16 casos suspeitos de doenças enxantemáticas na Paraíba. 

O público-alvo para a vacinação contra sarampo e rubéola é composto por crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade. No entanto, há a recomendação para ofertar uma dose a partir dos 6 meses de idade, que não será contabilizada no calendário posterior. Crianças com idade entre 5 e 9 anos e que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente, também podem receber a vacina. 

De acordo com o boletim, dos 16 casos notificados, 14 eram suspeitos para sarampo, e dois para rubéola, os dois últimos foram descartados laboratorialmente. Entre os casos notificados de sarampo, 10 foram descartados e quatro continuam em investigação. No mesmo período, em João Pessoa, houve oito ocorrências suspeitas para sarampo e uma para rubéola. A Paraíba segue em campanha de imunização contra sarampo até o dia 03 de junho, com a vacina que também protege contra rubéola. Estão sendo imunizadas crianças de 6 meses a menores de 5 anos e profissionais de saúde.

Para a técnica das doenças exantemáticas do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Alecsandra Bezerra, o reaparecimentos dos casos é decorrente das baixas coberturas vacinais em todo país. "A meta de aplicação desse imunobiológico é de 95%, mas os dados de 2022 informam que a Paraíba tem apenas 27% da população alvo com a primeira dose e 17% com a segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A vacina ainda é o meio mais simples e eficiente de bloquear o aparecimento de doenças como sarampo e rubéola, caxumba", destacou.

Outra estratégia para impedir a disseminação da doença é o diagnóstico com notificação imediata. Alecsandra Bezerra explica que “é importante observar sintomas como manchas vermelhas na pele e febre. A presença desses dois sintomas associados à conjuntivite, tosse e/ou coriza são indícios fortes da presença de sarampo ou rubéola, independente da idade e da situação vacinal. Nesses casos, uma unidade de saúde deve ser procurada para notificação no prazo máximo de 24 horas”. 

Em 2022, o Brasil notificou 466 casos suspeitos de sarampo, com 18 casos confirmados: 16 no Amapá, e 02 em São Paulo. Seguem em investigação 157 casos e 291 foram descartados. 

 

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