
Um bebê morreu dentro da barriga da mãe no Hospital Regional de Itabaiana, na última quinta-feira (11). De acordo com o pai e esposo da grávida, o parto deveria ter sido feito, mas a equipe médica preferiu medicar a grávida e, após a medicação, o feto já não dava sinais de vida. Conforme apurou o ClickPB, o pai da criança relatou uma sequência de falhas no atendimento.
Segundo ele, encaminharam a gestante para o hospital, “lá aplicaram uma medicação e mandaram ela pra casa. Quando voltamos novamente, disseram que nosso filho já estava morto”, desabafou em entrevista ao repórter Marialvo do ValePB.
A família viajou do município de São José dos Ramos até Itabaiana e denuncia que a mãe perdeu o bebê “após uma sequência de decisões médicas, marcadas por descaso”, relata o pai do bebê morto na instituição. Ainda segundo ele, a gestante recebeu apenas uma medicação e acabou sendo liberada para voltar para casa, mesmo após ter sido encaminhada por profissionais de saúde de outro município com a indicação de parto.
De acordo com o pai da criança, a gestante procurou atendimento inicialmente no município de São José dos Ramos, onde foi avaliada por uma equipe de saúde que decidiu encaminhá-la para o Hospital Regional de Itabaiana, referência para diversos municípios da região.
“Voltamos para casa, mas ao ver o estado dela decidimos retornar ao hospital. Foi nesse momento que após uma nova avaliação, foi constatado que o bebê já estava sem vida”, relatou, emocionado.
Nas redes sociais, a população reclama de problemas no atendimento do Hospital Regional de Itabaiana, incluindo demora, falta de estrutura adequada e relatos frequentes de mau atendimento.
Segundo a mãe da vítima, a puérpera está em estado de choque “em medicação” e há preocupação com o estado de saúde dela após a perda do bebê “até agora ninguém deu explicações claras a família, ninguém do hospital veio falar com a gente, um verdadeiro abandono”, desabafou a senhora já de idade.
A equipe do Portal ClickPB entrou em contato com a direção do Hospital Regional de Itabaiana comandada pelo médico Stênio Lima Sousa, mas não obteve respostas até o encerramento desta matéria. O espaço segue aberto para o posicionamento da instituição.
CASO RUTH
Conforme levantamento feito pelo ClickPB, o Hospital Regional de Itabaiana acumula diversos casos de possíveis negligências com óbitos de bebês e também de gestantes como foi o caso da grávida que morreu após parto a fórceps no ano passado, Ruth Iaponira da Silva Maia, que teve que ser transferida para a Maternidade Frei Damião, em João Pessoa, após uma sequência de hemorragia, tanto da dilaceração no períneo, quanto no útero, chegando a ter parada cardíaca, como relatou o esposo à imprensa. A vítima foi alvo da manobra de Kristeller, não recomendada pelo Ministério da Saúde e prática banida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A manobra de Kristeller é considerada violência obstétrica para o Conselho Federal de Enfermagem. Ruth Iaponira da Silva Maia foi enterrada, mas seu bebê nasceu vivo com uma fratura na cabeça, em virtude do uso de fórceps, e recebeu o nome de Bryan Lucca.
Por Emmanuela Leite / clickpb
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