
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aparece como o político mais rejeitado da Paraíba, segundo pesquisa Atlas divulgado nesta quinta-feira (3). Entre os eleitores ouvidos no levantamento, 63,5% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum.
Em termos de desaprovação, a sondagem coloca Motta à frente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), rejeitado por 56,2% dos paraibanos, e de seu filho Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 51,5%. Também integram a lista Renan Santos (Missão), com 51,3%; Romeu Zema, com 46%; e o senador paraibano Efraim Filho (PL), com 39,9%.
A pesquisa mediu a rejeição de 17 lideranças políticas apresentadas aos entrevistados. Na outra ponta, o governador João Azevêdo (PSB) tem o menor índice de rejeição entre os nomes paraibanos avaliados, com 28%. O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) aparece com 38,5%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 37,5%.
Imagem negativa chega a 78%
A avaliação da imagem de Hugo Motta reforça o cenário desfavorável. 78% dos entrevistados disseram ter uma imagem negativa do deputado, contra apenas 11% que afirmaram ter uma imagem positiva. Outros 11% não souberam responder.
O saldo de imagem do presidente da Câmara, a diferença entre avaliações positivas e negativas, é de -67 pontos percentuais, o pior entre todas as lideranças testadas.
Jair Bolsonaro aparece com 63% de imagem negativa e 34% de positiva, saldo de -29 pontos. Flávio Bolsonaro tem 65% de avaliações negativas e 31% de positivas, resultado de -34 pontos.
Entre os políticos com melhor avaliação está Lula, que tem 54% de imagem positiva e 41% negativa. O presidente apresenta saldo de +13 pontos percentuais. Também aparecem com saldo positivo o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com +19 pontos, João Azevêdo, com +11, e Lucas Ribeiro, com +11.
O levantamento foi realizado entre 28 de agosto e 2 de setembro de 2026, com 1.207 eleitores da Paraíba. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PB-01118/2026 e BR-04083/2026. A AtlasIntel utilizou a metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR), com recrutamento digital aleatório e posterior calibração da amostra segundo variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior.
Por Revista Fórum
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